Monte Sossego, Vindos do Oriente, Estrela do Mar e também o Samba Tropical – este último que desfila na noite de segunda-feira de Carnaval – abdicaram de sair às ruas, alegando falta de condições, entre as quais “dívidas acumuladas, falta de estaleiros, desbloqueio faseado das subvenções, atribuição de uma sede à LIGOC-SV e realização de um estudo de impacto económico e financeiro do Carnaval de São Vicente”.
Jaílson Juff falava à imprensa a propósito do posicionamento do Conselho Deliberativo da Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV), que informou que “não há desfile nem concurso oficial entre os grupos de Carnaval” em 2026 e que “qualquer responsabilidade referente ao Carnaval recai sobre o presidente da Câmara Municipal de São Vicente”.
Segundo a Inforpress, a mesma fonte informou que a intenção do Cruzeiros do Norte sempre foi desfilar, razão pela qual não compreende a posição dos quatro grupos oficiais que já tinham divulgado anteriormente que não iriam desfilar e que agora afirmam “não aceitar a competição entre o Cruzeiros do Norte e Flores do Mindelo”.
“Eles dizem que foi o Conselho Deliberativo que decidiu que não haverá competição em 2026. O conselho é formado por todos os grupos. Nós não estivemos presentes e os quatro oficiais não podem interferir nas decisões dos que aceitaram defender São Vicente”, sustentou, reiterando que o Cruzeiros do Norte conta com o apoio da Câmara Municipal de São Vicente, do Ministério da Cultura e do presidente da LIGOC-SV.
Segundo Jaílson Juff, este ano o Carnaval significa “mais do que cultura e mais do que festa”, porque “é uma oportunidade” para a economia da ilha de São Vicente.
“Neste momento temos vários voos internacionais e muitos turistas vão estar aqui em São Vicente na época do Carnaval, o que vai ajudar a economia da ilha e apoiar as pessoas que sofreram com as chuvas. Por isso não entendemos por que motivo não se quer fazer o Carnaval”, acrescentou.
Para o presidente, o Cruzeiros do Norte e o Flores do Mindelo são “símbolos de resiliência”, porque são eles que “levantam o Carnaval de São Vicente sempre que ele se encontra fragilizado”, lemnrou.
“É uma coincidência, porque todas as vezes que o Carnaval de São Vicente está em baixo somos nós que o levantamos. Há 15 anos, quando o Carnaval estava fragilizado, fomos nós que demos impulso para esta caminhada e, neste momento, somos novamente nós que estamos a lutar para defender e dinamizar o Carnaval de São Vicente”, considerou.
Enredo do grupo Cruzeiros
Segundo ainda a Inpropress, o grupo Cruzeiros do Norte vai desfilar no Carnaval de 2026 com o tema “História dourada com pedras negras”, que retrata São Vicente desde a época do comércio do carvão até aos dias de hoje.
O enredo foi concebido pelo Carnavalesco Fernando Morais para um orçamento de 10 mil, e o desfile contará com quatro carros alegóricos, dois reis, duas rainhas, casal de mestre-sala e porta-bandeira, rainha de bateria e cerca de dois mil foliões.
O Flores do Mindelo já demonstrou intenção de desfilar, mas ainda não apresentou o seu enredo.
Monte Sossego, Vindos do Oriente, Estrela do Mar e também o Samba Tropical – este último que desfila na noite de segunda-feira de Carnaval – abdicaram de sair às ruas, alegando falta de condições, entre as quais “dívidas acumuladas, falta de estaleiros, desbloqueio faseado das subvenções, atribuição de uma sede à LIGOC-SV e realização de um estudo de impacto económico e financeiro do Carnaval de São Vicente”.

18 dias atrás
SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...