domingo, 25 outubro 2026

Guiné Bissau: Dirigentes do PAIGC no Governo pedem saída de Simões Pereira

 

Em nome do grupo, integrado entre outros por Carlos Pinto Pereira, ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, José Carlos Esteves observou que com o auto afastamento de Simões Pereira seria possível organizar novas eleições internas no PAIGC, a seguir às eleições legislativas e presidenciais do próximo dia 23.

Segundo DW África, Um grupo de dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), tidos como traidores, que integra o Governo de iniciativa presidencial convidou esta quarta-feira, o presidente do partido, Domingos Simões Pereira, a afastar-se da liderança.

O grupo é composto por dirigentes do PAIGC que decidiram, contra a vontade do partido, integrar o atual Governo de iniciativa presidencial, liderado pelo Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

O desafio ao líder do partido foi feito hoje numa conferência de imprensa, em Bissau, transmitida nas redes sociais, na qual o grupo contestou a forma como a direção do PAIGC decidiu apoiar à candidatura de Fernando Dias da Costa para a presidência da Guiné-Bissau.

Na conferência de imprensa, José Carlos Esteves, atual ministro das Obras Públicas, convidou o líder do partido, Domingos Simões Pereira, a se afastar da direção "para permitir que o PAIGC respire".

Em nome do grupo, integrado entre outros por Carlos Pinto Pereira, ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, José Carlos Esteves observou que com o auto afastamento de Simões Pereira seria possível organizar novas eleições internas no PAIGC, a seguir às eleições legislativas e presidenciais do próximo dia 23.

"Domingos Simões Pereira deve ter humildade para deixar que outros militantes também peguem no partido (...). Não se compreende que o PAIGC não tenha nenhum militante capaz de se apresentar às presidenciais ao ponto de, pela primeira vez na sua história, ir apoiar outro candidato", afirmou Carlos Esteves.

Votação no Comité Central do PAIGC é ilegal?

De acordo com Carlos Pinto Pereira, antigo advogado do PAIGC, a votação realizada no Comité Central para a decisão de apoiar Fernando Dias da Costa, líder de uma das alas do Partido da Renovação Social (PRS), mas que se apresenta como candidato independente, é ilegal e contra os estatutos do partido. Para Pinto Pereira, a votação deveria ser por voto secreto e não por braço no ar.

Pereira afirma que os órgãos internos devem anular a decisão ou os militantes do PAIGC não se devem rever nela.

Segundo ainda a fonte deste jornal, o histórico partido PAIGC está excluído, pela primeira vez, de eleições na Guiné-Bissau, depois de o Supremo Tribunal de Justiça não ter aceitado a inscrição da candidatura do líder Domingos Simões Pereira às eleições presidenciais.

Excluída foi também, mas das eleições legislativas, que decorrem em simultâneo com as presidenciais, a 23 de novembro, a coligação PAI-Terra Ranka, liderada pelo PAIGC e vencedora das últimas legislativas, em junho de 2023.

Meio ano depois de tomar posse, a coligação foi afastada do poder, com a dissolução da Assembleia Nacional Popular por decisão do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que nomeou um Governo de iniciativa presidencial.

Domingos Simões Pereira foi deposto da presidência da Assembleia e preparava-se para concorrer à Presidência da República, depois de ter perdido as eleições de 2019 para Sissoco Embaló, que está na corrida para um segundo mandato.

Afastado das eleições presidenciais e legislativas, o PAIGC decidiu apoiar a candidatura de Fernando Dias à presidência na República e não tomou posição pública em relação às legislativas, que ditarão a nova composição do parlamento guineense, cnclui DW África.

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
21 dias atrás

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