domingo, 25 outubro 2026

Ventura volta a defender "três Salazares" para "reerguer" Portugal

O candidato presidencial André Ventura distanciou-se este domingo dos valores de Abril e voltou a defender a necessidade de "três Salazares" para reerguer Portugal, acusando outras candidaturas de pretenderem vender o país e ajoelharem-se diante de outros.
"Só é preciso três Salazares porque eles deixaram isto tornar-se uma bandalheira completa, só é preciso três Salazares porque deixaram isto inundar de corrupção, só é preciso três Salazares porque deixaram entrar toda a gente sem pedir cadastro", argumentou o também líder do Chega, salientando que, na Madeira, por exemplo, bastava só um ou dois para acabar com a "bandalheira da droga".

Numa intervenção num almoço/comício com autarcas eleitos pelo Chega, no Funchal, Ventura procurou distanciar-se dos valores de Abril e demarcar-se daqueles que considerou os seus principais adversários na corrida a Belém, Gouveia e Melo, Marques Mendes e António José Seguro.

"No dia 18 de janeiro [...] vão estar em causa três projetos de venda do país, de cedência do país, de ajoelhar aos outros, e um outro projeto que é de nunca nos ajoelharmos, de defender a nossa dignidade, de andarmos de cabeça erguida", afirmou.

"Eu não sou o candidato de Abril, eu sou o candidato de Portugal", declarou, reforçando: "É a candidatura da portugalidade, é a candidatura dos nossos valores, é a candidatura da Lusitânia, é uma candidatura que quer unir Portugal e mostrar lá fora que nós queremos mesmo reerguer-nos."

O candidato presidencial e líder do Chega considerou que Portugal anda há demasiado tempo de "cabeça baixa e joelhos fletidos", vincando que agora é preciso ir buscar os jovens que emigraram, dizendo-lhe que "têm de voltar à grande pátria" que é Portugal.

"Nós não queremos este sistema, porque eles nos trouxeram Abril e fingiram que Abril nos resolvia os problemas todos e andámos de cravos pelas avenidas a dizer Abril, Abril, Abril enquanto os jovens tinham que partir para fora, enquanto os ex-combatente morriam na miséria, enquanto gamavam, iam enriquecendo e nós íamos empobrecendo cada vez mais, enquanto era negócios para eles e para os amigos e o país ia empobrecendo e ficando mais humilhado", argumentou.

André Ventura criticou as candidaturas de António José Seguro, Marques Mendes e, sobretudo, a de Gouveia e Melo, pelas posições que assume face à imigração e por considerar como modelo o antigo Presidente da República Mário Soares.

"Temos de vencer porque este país tem de ser posto na ordem", declarou, mostrando-se confiante de que a Madeira lhe dará a vitória na primeira volta.

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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