domingo, 25 outubro 2026

Brava: Agricultores preocupados com invasões de macacos às parcelas agrícolas

Segundo o agricultor, os macacos são pragas que não devem ser exterminadas, mas sim controladas, admitindo, porém, que já se chegou uma altura em que é preciso que as autoridades estejam mais atentas e apresentem soluções para o problema.

 

Num encontro que decorreu na tarde de ontem, entre autoridades locais e agricultores, para encontrar respostas à praga, os afectados afirmaram que praticamente estão a abandonar os seus terrenos devido à invasão dos macacos, revela a Inforpress.

Em declarações à comunicação social, o porta-voz dos lavradores, António Da Lomba, considerou que esta situação é muito “preocupante”, tendo em conta que esses bichos estão a danificar por completo a plantação de cana e bananeiras.

Segundo o agricultor, os macacos são pragas que não devem ser exterminadas, mas sim controladas, admitindo, porém, que já se chegou uma altura em que é preciso que as autoridades estejam mais atentas e apresentem soluções para o problema.

“Antes havia agricultores que faziam plantação de hortaliças, frutas, entre outras, mas agora devido a quantidade enorme desses animais não estão a fazer e a solução é comprar os produtos”, disse.

Por sua vez, o director da Associação Biflores, Dheeraj Jayant, salientou que a problemática das espécies invasoras, tanto flora e fauna, sobretudo galinhas de mato e macacos, é bastante preocupante para os agricultores.

Neste sentido, o director avançou que existe uma  série de soluções de curto e médio prazo que deverão ser implementadas, mas que se deve entender a dinâmica da população de macacos e depois fazer um plano de gestão, uma vez que “exterminação não é a solução”.

“Esses animais também têm direito de viver, e fazem parte da história de Cabo Verde. O que devemos fazer é controlar as suas populações, sendo que para isso temos várias soluções. Temos uma que é o controle biológico, uma vez que esses animais não gostam de algumas plantas como pimenta e gengibre”, frisou.

Conforme sugeriu, poderão ser testadas estas medidas, plantando essas espécies nas áreas onde recebem ataques de macacos para ver se funciona ou não.

Também existem, prossegue a Inforpress, medidas de longa duração, que, segundo o mesmo, seria a captura e estabilização, mas esta estratégia necessitava de outras parcerias. 

 

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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