segunda-feira, 26 outubro 2026

Guerra na Ucrânia: Trump avisa Rússia de eventual envio de mísseis Tomahawk se guerra não for resolvida

A 2 de outubro, o Presidente russo alertou que a eventual entrega de mísseis norte-americanos Tomahawk à Ucrânia, uma arma que descreveu como poderosa, constitui uma ameaça para o seu país e irá agravar as relações com os Estados Unidos. “Já não é tão moderna, mas é potente e representa uma ameaça (…). Os Tomahawks podem causar-nos danos? Podem. Mas vamos desenvolver os nossos sistemas de defesa aérea. Será que vai prejudicar as nossas relações [com os Estados Unidos], onde há uma luz ao fundo do túnel? Claro que sim”, disse na ocasião Vladimir Putin.
 
 
 

“O Tomahawk é uma arma incrível, uma arma muito ofensiva. E, honestamente, a Rússia não precisa disso”, prosseguiu. E acrescentou: “Posso dizer-lhes que, se a guerra não for resolvida, podemos muito bem fazê-lo, podemos não fazê-lo, mas podemos fazê-lo. Acho que é apropriado mencionar isso”.

Estas declarações de Trump surgem depois de ter mantido este fim de semana uma nova conversa telefónica com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. No sábado, Zelensky afirmou que exortou o homólogo norte-americano a negociar a paz na Ucrânia, durante uma conversa telefónica que considerou “muito positiva e produtiva”.

“Felicitei o Presidente Donald Trump pelo seu sucesso e pelo acordo sobre o Médio Oriente que conseguiu alcançar, o que é um feito excecional. Se uma guerra pode ser travada numa região, então outras guerras também podem certamente ser travadas, incluindo a guerra travada pela Rússia”, escreveu Zelensky nas redes sociais.

A 2 de outubro, o Presidente russo alertou que a eventual entrega de mísseis norte-americanos Tomahawk à Ucrânia, uma arma que descreveu como poderosa, constitui uma ameaça para o seu país e irá agravar as relações com os Estados Unidos. “Já não é tão moderna, mas é potente e representa uma ameaça (…). Os Tomahawks podem causar-nos danos? Podem. Mas vamos desenvolver os nossos sistemas de defesa aérea. Será que vai prejudicar as nossas relações [com os Estados Unidos], onde há uma luz ao fundo do túnel? Claro que sim”, disse na ocasião Vladimir Putin.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, já tinha admitido que Washington estava a considerar, pela primeira vez desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a autorização do envio de mísseis de precisão Tomahawk para a Ucrânia.

Estes mísseis têm um alcance de 2.500 quilómetros e deixariam vulneráveis vários alvos importantes em território russo. A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022. Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

 

A Semana com Observador/Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
20 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
22 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport