Segundo o vice-primeiro-ministro citado pela Inforpress, o Governo está a tomar medidas no plano do investimento e da governança para repor a normalidade com a maior brevidade possível (o país está mais de um mês nesta situação), frisando que os planos continuam, com investimentos ao nível do solar fotovoltaico, a energia eólica.
Chuvas da protestos sobre os apagões que não acabam acontecem por todos os lados. Como consequência, as pessoas socorrem-se de velas para a iluminação caseira e algumas empresas com algum poder financeiro recorrem a geradores ou motores para assegurarem o fornecimento de energia, aumentando assim os custos dos factores de produção.
Diante de tudo isto, pergunta-se: onde se encontram o governo e os gestores das empresas de produção e distribuição da electridade. É que, segundo advogam os críticos, tais dirigentes precisam de ser responsabilizados por estes apagões prolongados que estão a imobilizar o funcionamento de serviços e economia, sobretudo na Capital.
Vem agora o governo a anunciar medidas para repor a normalidade. Olavo Correia deu esta garantia durante a apresentação da proposta do Orçamento de Estado para 2026, na cidade da Praia, admitindo que todos são directa ou indirectamente impactados pelos cortes, e considerou ser uma situação pontual que tem sido tratado com máxima urgência
Segundo o vice-primeiro-ministro citado pela Inforpress, o Governo está a tomar medidas no plano do investimento e da governança para repor a normalidade com a maior brevidade possível (o país está mais de um mês nesta situação), frisando que os planos continuam, com investimentos ao nível do solar fotovoltaico, a energia eólica.
Conforme reiterou, os cortes não colocam em causa os planos de expansão das energias renováveis, que incluem projectos que pretendem atingir uma penetração de 30 por cento (%) de energias renováveis ainda este ano e chegar a 50% até 2030, contando com investimentos do Global Gateway, Banco Mundial e privados.
Para mitigar os impactos imediatos, disse que o Governo está a investir na ampliação da capacidade de reserva da empresa de energia, reforço da tesouraria para manutenção e melhor governança, de forma a garantir a continuidade dos serviços.
A fazer fé na fonte deste jornal, Olavo Correia sublinhou que energia é essencial para a produção de água, serviços industriais e economia em geral, e que os cortes acarretam custos adicionais para empresas e famílias.
“Sem energia, como é óbvio, depois teremos dificuldade na produção de água, são bens essenciais hoje, todos nós trabalhamos com energia”, pontuou, assegurou que há recursos previstos para 2025 e 2026.
Em Julho deste ano, a EPEC anunciou a parada programada do Grupo Gerador Wärtsilä n.º 5 para manutenção mecânica, justificando a medida como parte de acções para reforçar a fiabilidade e segurança do sistema de produção.
Os apagões têm afectado diversos bairros da capital e localidades vizinhas, provocando preocupações generalizadas e prejuízos diários para os moradores e empresas.

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