domingo, 25 outubro 2026

Jornal espanhol reacende fenómeno de turismo sexual em Cabo Verde

 

"A ilha do Sal, com resorts à beira-mar e casas nocturnas, é apontada como centro de muitos desses encontros. Pacotes turísticos acessíveis, clima agradável e oferta de lazer atraem jovens estrangeiras, enquanto rapazes locais, frequentemente em situação precária, aceitam ser acompanhantes ocasionais em troca de dinheiro, presentes ou apoio financeiro", lê-se na reportagem.

 

De acordo com a mesma fonte citada pela Inforpress, vídeos publicados no TikTok por turistas estrangeiras reacenderam recentemente o debate sobre relações entre visitantes e jovens cabo-verdianos, dando visibilidade a situações em que turistas, muitas delas espanholas, viajam com a expectativa de manter relacionamentos jovens, incluindo adolescentes.

Milagros García López, freira espanhola com mais de duas décadas de experiência em Mindelo, disse ao El Español que “há mulheres que vêm especificamente em busca de sexo com homens jovens; outras não dizem, mas fazem. E há aquelas que se apegam emocionalmente e mantêm esses relacionamentos à distância, enviando dinheiro todos os meses”.

"A ilha do Sal, com resorts à beira-mar e casas nocturnas, é apontada como centro de muitos desses encontros. Pacotes turísticos acessíveis, clima agradável e oferta de lazer atraem jovens estrangeiras, enquanto rapazes locais, frequentemente em situação precária, aceitam ser acompanhantes ocasionais em troca de dinheiro, presentes ou apoio financeiro", lê-se na reportagem.

Segund lemebra a Inforpress, um relatório da ONG Morabi, publicado em 2023, identificou “relações de troca entre mulheres estrangeiras e adolescentes do sexo masculino no Sal e no Mindelo”. 

Diversas organizações alertam que os recursos para apoiar as vítimas são “insuficientes” e que, apesar de também existirem casos inversos (homens estrangeiros e mulheres locais), o tema permanece tabu.

Por outro lado, ressalva que nem todos os relacionamentos entre turistas e moradores envolvem exploração sexual, mas que os limites se confundem quando prevalece a desigualdade extrema. 

“Muitas dessas mulheres não se veem como clientes da prostituição. Elas acham que conheceram alguém especial nas férias. Mas quando pagas contas, compras presentes ou envias dinheiro todos os meses, estás a participar numa relação desigual”, afirmou, segundo a fonte deste jornal,  ao El Español a investigadora Yolanda Cruz, especialista em turismo sexual na África Ocidental.

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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