domingo, 25 outubro 2026

ONU: PM de Cabo Verde pede limites ao aquecimento global

Segundo a DW que cita a Lusa, o primeiro-ministro de Cabo Verde defendeu na sexta-feira (26.09) o limite de 1,5 graus de aumento da temperatura global como uma questão de "sobrevivência de todos", ao intervir na 80.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"A próxima COP30, em Belém, representa um momento crucial para a implementação plena do Acordo de Paris e para garantir que a ambição climática se traduza em ações justas", disse Ulisses Correia e Silva, durante a intervenção, numa alusão à Conferência das Partes, reunião anual organizada pela ONU, dedicada ao clima, e que o Brasil acolhe este ano, em novembro.

"Enquanto SIDS [sigla em inglês do grupo de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento], exigimos compromissos claros de todos os estados, especialmente os maiores emissores, para limitar o aumento de temperatura a 1,5 graus centígrados: não se trata de uma mera reivindicação, trata-se de uma questão de sobrevivência de todos", acrescentou.

Conforme a mesma fonte, os 1,5 graus referem-se aos graus celsius que os países de todo o mundo aprovaram como meta de aumento global das temperaturas em relação à época pré-industrial, que faz parte do Acordo de Paris sobre o clima.

Os riscos climáticos, a proteção dos oceanos e seus ecossistemas, assim como os compromissos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a dignidade humana, pontuaram a intervenção do chefe de Governo cabo-verdiano que defendeu também progressos na igualdade de género, digitalização, financiamento ao desenvolvimento e parcerias regionais.

Ulisses Correia e Silva defendeu o multilateralismo e o papel das Nações Unidas, numa época conturbada - com guerras, crises humanitárias, populismo e extremismo.

Cabo Verde: Cada vez mais verde

 

"A paz e segurança globais estão cada vez mais ameaçadas", disse, assinalando que "a posição de Cabo Verde tem sido clara, previsível e consistente".

"Condenamos golpes de estado, terrorismo, genocídios, assaltos à integridade territorial de países. Defendemos o diálogo e a diplomacia para a prevenção e resolução de conflitos", assinalou conforme a fonte referida.

No que respeita a conflitos concretos, Ulisses Correia e Silva reafirmou o apoio de Cabo Verde à "justa e durável resolução da guerra na Ucrânia" e a defesa da "solução de dois estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado, em paz e segurança".

Defendeu ainda "um forte compromisso para a prevenção e combate ao terrorismo e conflitos em África".

 São as posições assumidas por um "Cabo Verde democrático, estável, aberto ao mundo, que se guia pela confiança nas relações com parceiros", que pretende "preservar e desenvolver" num contexto "geopolítico conturbado" -- um país "comprometido em ser útil à comunidade internacional", acrescentou.

"Juntos somos melhores, juntos podemos honrar os 80 anos das Nações Unidas, olhando para o futuro com esperança renovada, com mais paz, desenvolvimento e direitos humanos", concluiu.

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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