O mais alto magistrado da Nação alertou para o perigo do “recuo” da democracia em várias partes do globo e para a ascensão de “discursos de ódio”, reforçando a necessidade de uma “pedagogia da Constituição” alicerçada na educação para a cidadania.
Na sua mensagem alusiva ao 33.º aniversário da Constituição da República de 1992, que se assinalou esta quarta-feira, 24, José Maria Neves, enalteceu, segundo a Inforpress, a Carta Magna como um “recurso estratégico” e um factor de “estabilidade política e social” para o país.
Para o Chefe de Estado, ao longo dos seus 33 anos, a Constituição tem garantido as liberdades e a democracia, enquanto “condições essenciais para o desenvolvimento equilibrado e harmonioso do país”.
O mais alto magistrado da Nação alertou para o perigo do “recuo” da democracia em várias partes do globo e para a ascensão de “discursos de ódio”, reforçando a necessidade de uma “pedagogia da Constituição” alicerçada na educação para a cidadania.
José Maria Neves salientou que a ambição do país é construir uma Nação “livre, democrática, moderna, próspera e justa”, e que, embora já se tenha feito “extraordinários avanços” nas liberdades civis e políticas, ainda há um “longo caminho pela frente” no que diz respeito aos direitos económicos, sociais e culturais.
O Presidente da República endereçou uma mensagem de esperança, afirmando a sua fé na capacidade de todos, para que “juntos, de mãos dadas”, consigam realizar os seus sonhos e “cumprir Cabo Verde”, escreveu.

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