No entanto, algumas fontes contactadas pelo Observador referem que Joel Leonardo terá sido “empurrado”, ou melhor, “cedido a pressões políticas para sair”, incluindo do próprio Palácio. Em causa poderão estar as sucessivas denúncias de alegados abuso de poder, nepotismo, corrupção e má gestão, mas também a reestruturação que o Governo se estará a preparar para fazer na cúpula dos tribunais, antes das eleições de 2027.
O Presidente de Angola apenas afirmou, em março de 2023, depois da crise aberta no topo da justiça angolana: “
Alguma suspeição paira também no Tribunal Supremo estando o Ministério Público a trabalhar no apuramento da verdade dos factos.” João Lourenço pedia então que se aguardasse pela conclusão do inquérito e não se retirassem conclusões precipitadas. E Joel Leonardo manteve-se à frente do Supremo até que numa carta, datada de 27 de agosto, informa que vai sair por razões de saúde.
“Nos últimos tempos a situação de saúde do signatário não tem sido satisfatória, razão pela qual venho por este meio comunicar a Vossa Excelência, Senhor Presidente da República, a cessação das minhas funções de Juiz Conselheiro Presidente do Tribunal Supremo e do Conselho Superior da Magistratura Judicial”, lê-se no documento a que o Observador teve acesso.
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