domingo, 25 outubro 2026

Cabo Verde e Japão vão reforçar cooperação em IA e economia azul

 

No encontro, realizado à margem da 9.ª Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (TICAD), o chefe do Governo adiantou que o projeto de abastecimento de água em Santiago, financiado em 150 milhões de dólares (128 milhões de euros) pela agência japonesa de cooperação JICA, "depois de vários contratempos e ajustes, vai arrancar", estando já na fase de aprovação para que a construtora japonesa inicie as obras.

Segundo Correia e Silva, o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, "encorajou" Cabo Verde a abrir uma embaixada em Tóquio, na sequência da decisão já tomada pelo executivo cabo-verdiano.

"Colocámos à consideração do Governo japonês a celebração de um acordo de isenção de vistos para passaportes cabo-verdianos diplomáticos e de serviço", acrescentou.

Na reunião, Cabo Verde defendeu ainda o reconhecimento das suas especificidades como pequeno Estado insular em desenvolvimento (SIDS), sobretudo no acesso a financiamento concessional e a donativos no quadro da cooperação com o Japão.

À margem da conferência, Ulisses Correia e Silva também foi recebido em visita de cortesia pelo presidente da Câmara Municipal de Yokohama, com quem abordou oportunidades de cooperação em áreas como gestão da água, tratamento de resíduos, administração portuária e formação profissional.

O autarca destacou as relações já existentes com cidades africanas, como Abidjan e Cotonou, e manifestou interesse em estabelecer parcerias também com cidades cabo-verdianas.

A TICAD decorre até sexta-feira em Yokohama, no Japão, com o tema 'Fortalecimento das parcerias para o desenvolvimento sustentável do continente africano', tendo entre os participantes o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, o presidente em exercício da União Africana e chefe de Estado angolano, João Lourenço, e o primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos.

Na intervenção feita na TICAD, Ulisses Correia e Silva defendeu que "a abordagem da criação de valor através dos recursos naturais é tão válida para o sol, o vento e o mar, como para os minerais e as terras raras", depois de apresentar as principais iniciativas que o arquipélago está a executar para capitalizar as suas especificidades geográficas.

"A questão é a mesma, para a África: como criar valor que dinamiza a economia e beneficia as pessoas através da aplicação dos recursos para reduzir a pobreza, criar empregos decentes e aumentar a qualidade de vida dos cidadãos", continuou o primeiro-ministro, concluindo que "o Japão tem boa experiência na gestão, investigação científica, conhecimento, tecnologia e quadro institucional para a criação de valor a partir de recursos naturais escassos, que deve inspirar África".

 

A Semana com Notícias ao Minuto/ Lusa

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
21 dias atrás

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