domingo, 25 outubro 2026

Instituto alerta para riscos sanitários na ilha de São Vicente após tempestade

 

“Há uma movimentação de pessoas a ajudar nas limpezas, mas temos que ter um movimento a favor da saúde, em termos de comportamentos mais saudáveis, para evitar doenças, físicas e mentais”, disse, recomendando cuidados básicos, como o consumo de água potável e a lavagem frequente das mãos.

 

“Há ainda muito por fazer, sobretudo pela Câmara Municipal e outras instituições. Se calhar, há que buscar mais apoios externos para dar resposta às necessidades de controlar potenciais problemas de saúde pública”, afirmou a presidente do INSP, Maria da Luz Lima, citada pela Rádio de Cabo Verde (RCV).

A responsável apontou os esgotos a céu aberto e água estagnada como potenciais focos de mosquitos e risco de doenças graves, e destacou a necessidade de reforçar o saneamento, incluindo a gestão de resíduos domésticos e hospitalares.

Sublinhou ainda a importância da adesão da população às medidas de prevenção.

“Há uma movimentação de pessoas a ajudar nas limpezas, mas temos que ter um movimento a favor da saúde, em termos de comportamentos mais saudáveis, para evitar doenças, físicas e mentais”, disse, recomendando cuidados básicos, como o consumo de água potável e a lavagem frequente das mãos.

À Lusa, moradores em São Vicente admitiram o receio de contrair doenças devido à acumulação de lixo e de água nas ruas após a tempestade.

 

As cheias, ocorridas há uma semana, deixaram bairros inundados, destruíram estradas, pontes e estabelecimentos comerciais, afetaram o abastecimento de energia e provocaram nove mortos. Uma pessoa continua desaparecida.

O Governo cabo-verdiano declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos dois concelhos de São Nicolau e aprovou um plano estratégico de resposta que contempla apoios de emergência às famílias e às atividades económicas, com linhas de crédito bonificado e verbas a fundo perdido.

Para financiar as medidas, serão mobilizados recursos do Fundo Nacional de Emergência e do Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019 para responder a catástrofes naturais e choques externos.

 

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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