domingo, 25 outubro 2026

Netanyahu defende plano israelita em Gaza como "a melhor forma de acabar com a guerra"

Este plano prevê o estabelecimento de uma "zona de segurança na fronteira de Gaza com Israel" para evitar "futuras incursões terroristas", afirmou Netanyahu.

Para além da libertação dos reféns e do desarmamento do Hamas, o primeiro-ministro israelita vê o "dia seguinte" com uma "administração civil em Gaza" que viva "em paz com Israel".

Já este domingo, num comunicado conjunto, Portugal e sete outros países europeus condenaram o plano anunciado por Israel de ocupar a cidade de Gaza. 

Num documento citado pela agência Efe, Espanha, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Noruega, Portugal e Eslovénia rejeitam categoricamente "qualquer mudança demográfica ou territorial no Território Palestiniano Ocupado" e alertam que as ações nesse sentido "constituem uma violação flagrante do direito internacional e do direito internacional humanitário".
 
A operação anunciada por Benjamin Netanyahu, que inclui a tomada da cidade de Gaza, só causará, denunciam, "um número inaceitavelmente elevado de vítimas mortais e a deslocação forçada de quase um milhão de civis palestinianos".
 

Os países subscritores alertam ainda que intensificar a ofensiva militar israelita e ocupar a cidade de Gaza representa "um enorme obstáculo à aplicação da solução de dois Estados". 

 
 Vários países, incluindo Portugal, França e Canadá, admitiram a possibilidade ou anunciaram mesmo que vão reconhecer o Estado da Palestina já em setembro, mês em que a Assembleia Geral das Nações Unidas se reúne em Nova Iorque.
 

Também nas Nações Unidas, o Conselho de Segurança tem este domingo uma reúnião de emergência para abordar o plano israelita que prevê a ocupação militar da cidade de Gaza ao cabo de 22 meses de conflito na sequência do ataque do Hamas, a 7 de outubro de 2023. 

 

Não obstante o coro internacional de críticas e condenações, o primeiro-ministro israelita prometeu este domingo que o país "vencerá a guerra" em Gaza "com ou sem o apoio" de outros. 

 

Reféns, os únicos a morrer "deliberadamente" à fome
 

O primeiro-ministro israelita garantiu que as forças israelitas vão permitir à população civil “que saia em segurança das áreas de combate para zonas seguras designadas”. 

"As únicas pessoas que estão a morrer de fome deliberadamente em Gaza são os nossos reféns", apontou. 
 

Benjamin Netanyahu prometeu este domingo "designar corredores protegidos" para a distribuição de ajuda e aumentar o número de locais de distribuição da Fundação Humanitária de Gaza (GHF).

A polémica fundação privada é apoiada pelos Estados Unidos e Israel e tem distribuído alimentos no enclave em condições caóticas. Segundo dados da ONU no final de junho, mais de 400 morreram em apenas um mês junto aos locais de distribuição desta fundação. 

A Semana com RTP

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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