domingo, 25 outubro 2026

TACV lança concurso para plano estratégico até 2031

"O objetivo é ajudar a administração a redefinir a posição da companhia no mercado, analisando rotas, oportunidades e ações estratégicas essenciais que garantam a viabilidade e sustentabilidade da empresa", afirmou em comunicado, numa altura em que várias companhias aéreas europeias estão a abrir novas rotas para as ilhas cabo-verdianas.

A empresa explicou que, após os impactos da pandemia de covid-19, o setor dos transportes em Cabo Verde "tem enfrentado grandes desafios, com mudanças no mercado e o surgimento de novos concorrentes" e, para dar resposta a este novo contexto, decidiu lançar este concurso.

A estratégia a definir terá em conta o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS), que inclui como um dos objetivos a implementação de um centro de ligações aéreas na ilha do Sal e deverá também demonstrar de que forma a TACV contribui para o desenvolvimento do país.

"A companhia de bandeira nacional pretende atrair consultores com experiência comprovada em projetos semelhantes, que tragam uma visão inovadora e uma abordagem abrangente", referiu.

"Acreditamos que um plano estratégico e de negócios sólido é fundamental para reforçar a nossa posição no setor da aviação em Cabo Verde e na região, pelo que a TACV reafirma o seu compromisso em promover o desenvolvimento sustentável e em fortalecer a sua posição no mercado, sempre com o objetivo de oferecer um serviço de excelência aos seus passageiros", acrescentou.

As informações sobre o concurso estão disponíveis no site oficial da companhia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu no último relatório sobre o país, no início do ano, que “a entrada de uma companhia aérea internacional de baixo custo no mercado poderá significar um fator de concorrência nos voos internacionais” e, por sua vez, “uma oportunidade para [o Estado] reconsiderar a utilização das finanças públicas".

A recomendação está alinhada com uma preocupação para reduzir os riscos do setor empresarial do Estado e acompanha a opinião de outros parceiros e empresários que têm defendido uma reorientação de recursos para melhorar os voos domésticos.

O Governo tem respondido que tem “receio” de se tornar excessivamente dependente de operadores de baixo custo para ligações ao exterior e à diáspora, como se lê numa resposta anexada ao mesmo relatório, que também promete uma aposta nas ligações internas, com melhorias em curso desde 2024.

 

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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