domingo, 25 outubro 2026

PAICV denuncia caos na saúde e acusa Ulisses Correia e Silva e o Governo do MpD de má governação, desinvestimento e negligência em resolver os problemas do sector

 

“O que vemos hoje é o reflexo de má governação, desinvestimento e negligência. O país precisa de um novo rumo. E só com o PAICV no Governo, a partir de 2026, conseguiremos devolver à saúde o lugar que ela merece: no centro da vida dos cabo-verdianos, com dignidade e justiça social, concluiu.

 

Esta declaração foi feita numa conferência de imprensa, sobre o balanço das jornadas parlamentares, o parlamentar acusa a esses responsáveis de não cumprirem com os compromissos para década e para o mandato espelhados na moção de confiança e no programa do governo.

“Temos assistido apenas há uma mera gestão de expetativas. O atual programa do Governo repete promessas antigas não cumpridas, sem apresentar soluções práticas ou orçamentos credíveis e continuamos nos problemas antigos”, apontou Fidel De Pina.

Afirmou ainda que não há resultados palpáveis no sector da saúde e que as propostas estruturantes nesse setor foram todas incumpridas por Ulisses e o seu Governo, dando exemplo do “novo hospital nacional de referência da Praia prometido há anos que e continua a ser apenas um desenho no papel”.

Por outro lado, recorda que após nove anos de governação do MpD, só agora, em maio de 2025, é que se iniciou a revisão da Carta Sanitária Nacional — “um documento e instrumento essencial para planear o futuro da saúde no país e responder às suas necessidades. Um atraso inaceitável que demonstra falta de visão estratégica com os reais problemas do setor”, destacou.

 

Degradação progressiva da qualidade dos serviços de saúde

 

O deputado  do partido da oposição listou uma série de situações que degradam paulatinamente a qualidade dos serviços de saúde no país.

  • Há um grave défice de recursos humanos no sector da saúde. Faltam mais médicos, médicos especialistas, enfermeiros e profissionais de saúde.
  • Temos uma enorme precariedade e indignidade laboral no sector da saúde. Com profissionais de saúde - embora dedicados - muitos, para não dizer uma grande maioria, estão desmotivados e sem condições dignas de trabalho.
  • É frequente os hospitais sem reagentes, sem medicamentos essenciais, e sem materiais básicos de diagnóstico e tratamento.
  • Faltam materiais básicos nos hospitais, o que obriga muitos pacientes a esperarem dias ou semanas por uma simples cirurgia.
  • A lista de espera é absurda. Quem pode, vai para o privado. Quem não pode, sofre, com Consultas públicas com longas listas de espera, levando os doentes ao setor privado por falta de alternativa.

Fidel Cardoso de Pina sublinhou que, o acesso a medicamentos atualmente é deficitário, irregular e muito burocrático.

“A aquisição de medicamentos fora da lista oficial exige autorização complexa e demorada, penalizando doentes e famílias. É preocupante as roturas de stock frequente de medicamentos, comprometendo o tratamento de doenças crónicas e emergentes”, frisou.

Por fim, declarou que a saúde em Cabo Verde tornou-se cara e inacessível.“Hoje, entrar num hospital público é um peso no bolso do cidadão cabo-verdiano: paga-se nas urgências, no internamento, nos medicamentos”. Realça ainda que o país já teve melhores motivos para se orgulhar do seu Sistema Nacional de Saúde.  

“O que vemos hoje é o reflexo de má governação, desinvestimento e negligência. O país precisa de um novo rumo. E só com o PAICV no Governo, a partir de 2026, conseguiremos devolver à saúde o lugar que ela merece: no centro da vida dos cabo-verdianos, com dignidade e justiça social, concluiu.

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
20 dias atrás

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