domingo, 25 outubro 2026

Independências: O telegrama com que há 50 anos Cabo Verde informou Portugal das cerimónias

O documento, divulgado no site do Arquivo Histórico Ultramarino, por ocasião dos 50 anos da independência de Cabo Verde, que se assinalam sábado, dá conta da missiva enviada pelo Alto-Comissário de Cabo Verde, comodoro Vicente Almeida d`Eça para o ministro da Coordenação Interterritorial, António Almeida Santos.

O telegrama informava que, às 00:00 de 05 de julho de 1975, seria transmitida uma mensagem do secretário-geral do PAIGC ao povo de Cabo Verde, pelas rádios Voz do Povo e Voz de S. Vicente, a qual seria “precedida e seguida do hino”.

A alvorada foi marcada para as 06:00, altura em que as bandas de música iriam percorrer a cidade da Praia, enquanto as forças populares seriam concentradas no Liceu Domingos Ramos, antes de desfilarem rumo ao estádio da Várzea, onde decorreriam as cerimónias oficiais.

Neste estádio, a bandeira portuguesa seria içada às 08:00, com “honras militares por um pelotão da Polícia Militar”.

O telegrama dá conta de que às 11:20, perante vários convidados e representantes do Governo português e da jovem nação, ocorreria a “cerimónia oficial de transferência total e definitiva de soberania”.

A bandeira portuguesa seria então arreada e entregue a um representante do Presidente da República português, sendo depois hasteada a bandeira cabo-verdiana, com honras militares e ao som do hino nacional de Cabo verde.

Após esta cerimónia, símbolo da festa da independência de Cabo Verde, o povo seria convidado “a concentrar-se na praça fronteira ao edifício da câmara para tomar conhecimento do texto da lei de organização política do Estado soberano de Cabo Verde e da designação do chefe do Estado (ou do presidente de um conselho de Estado) e do primeiro-ministro da República de Cabo Verde”.

A festa prosseguiria com uma missa na igreja matriz, uma feira e festejos populares nos vários bairros da cidade da Praia.

No próximo sábado, para assinalar os 50 anos do fim do domínio colonial português, Cabo Verde agendou uma festa, para a qual está confirmada a presença de quatro chefes de Estado: Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Sissoco Embaló (Guiné-Bissau), Diomaye Faye (Senegal) e o Grão-Duque do Luxemburgo, Henrique.

Amina J. Mohammed, secretária-geral adjunta das Nações Unidas, também deverá estar presente, assim como a primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levy.

 

A Semana com Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
20 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
22 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport