segunda-feira, 26 outubro 2026

Governo cabo-verdiano e União Europeia promovem fórum para atrair investidores

 

A estratégia do Governo com a UE e demais parceiros é tentar mostrar a privados que, apesar da dimensão do mercado (Cabo Verde tem 500 mil habitantes e um produto interno bruto nominal de 2,5 mil milhões de euros), há condições para fixar novos projetos e grandes investidores – incluindo com a criação de zonas com benefícios fiscais.

 

Cabo Verde, UE e Banco Europeu de Investimento (BEI) assinaram em setembro um pacote financeiro da ordem de 300 milhões de euros para apoiar os setores das energias, portos e infraestrutura digital no âmbito da estratégia Global Gateway, que conta com a mobilização do setor privado.

“Nunca tivemos um acordo com a UE com esta envergadura”, disse, na altura, o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, ao lado da diretora-geral adjunta para parcerias internacionais da UE, Myriam Ferran, que regressa agora para participar na quarta edição do Cabo Verde Investment Fórum.

O terceiro dia, sexta-feira, será inteiramente dedicado à promoção de investimentos nas três áreas abrangidas pelo pacote Global Gateway no arquipélago: o setor digital, a economia azul e a transição energética.

De ano para ano, o objetivo do fórum é claro: apresentar oportunidades de investimento, à procura de interesse do setor privado para tentar diversificar a economia.

A economia de Cabo Verde tem crescido (7,3% em 2024) e já bateu os níveis anteriores à pandemia, mas continua assente no turismo e remessas de migrantes.

A estratégia do Governo com a UE e demais parceiros é tentar mostrar a privados que, apesar da dimensão do mercado (Cabo Verde tem 500 mil habitantes e um produto interno bruto nominal de 2,5 mil milhões de euros), há condições para fixar novos projetos e grandes investidores – incluindo com a criação de zonas com benefícios fiscais.

Segundo a UE, ao abrigo do pacote Global Gateway, “já foram aprovados 344 milhões de euros para projetos estruturantes em Cabo Verde”. 

“A inauguração do terminal de passageiros de cruzeiros do Mindelo, São Vicente, as obras já em curso no porto da Palmeira, no Sal, e nos parques eólicos da Cabeólica, em Santiago, são frutos concretos destes investimentos”, referiu num comunicado de lançamento do fórum.

As obras de maior montante estão em fase de preparação.

O maior montante, de 159 milhões de euros, que abrange também

eparação.

O maior montante, de 159 milhões de euros, que abrange também a

poio particular do Luxemburgo, vai financiar a construção de infraestruturas para produção, armazenamento e distribuição de eletricidade, com o objetivo de reduzir a dependência do país de combustíveis fósseis, “dispendiosos e poluentes”.

Inclui-se nesta área a futura Central de Bombagem Hídrica de Santiago (Pumped Storage), que servirá de armazenamento intermédio para energias renováveis.

Outro eixo de financiamento ao Estado cabo-verdiano ronda 105 milhões de euros e é dedicado ao desenvolvimento de infraestruturas portuárias, com prioridade para Porto Grande do Mindelo (São Vicente), Porto Novo (Santo Antão) e Palmeira (Sal).

Na área digital, 37 milhões de euros em garantias financeiras do BEI pretendem facilitar o investimento num novo cabo de fibra ótica que ligará a Europa à costa ocidental africana, além de investimentos nas ligações entre ilhas e na modernização da rede móvel, com as redes 5G na mira.

Durante o fórum de três dias, no Sal, “serão partilhadas as estratégias de desenvolvimento do Governo de Cabo Verde”, com vista à mobilização de “recursos financeiros” e “parcerias entre investidores nacionais e internacionais, reforçando o papel do país como Plataforma do Atlântico Médio” para a economia global, descreveu a Cabo Verde Trade Invest, entidade governamental promotora do arquipélago.

As sessões plenárias arrancam na quarta-feira com o objetivo primário de facilitar o diálogo e a colaboração entre as empresas da UE e de Cabo Verde, as instituições financeiras europeias de desenvolvimento e outros parceiros-chave.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
20 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
22 dias atrás

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