domingo, 25 outubro 2026

Maio: Crise nos transportes deixa negócios fechados e leva empresários a ponderar manifestação

A instabilidade no setor preocupa os operadores económicos, que denunciam perdas significativas nos negócios e um clima de desmotivação geral entre investidores e trabalhadores locais.

Um dos casos é o do empresário Cláudio Buetto, proprietário de um hotel com capacidade para 90 hóspedes, que se encontra encerrado há nove meses.

“Os visitantes já não confiam nos transportes para a ilha. Muitos têm receio de ficar retidos aqui e até perdem voos internacionais. Há quem compre dois bilhetes de regresso, um de avião e outro de barco, por pura insegurança”, relatou, salientando que o seu empreendimento poderia estar a empregar cerca de 20 pessoas.

Também a empresária Alessandra Vettorazzo, que gere um pequeno estabelecimento turístico, tem enfrentado dificuldades. O negócio funciona apenas a meio tempo e a incerteza nos transportes já levou à suspensão de várias reservas.

“Só neste fim-de-semana tive cinco cancelamentos. Isto tem acontecido com frequência. Se a situação continuar assim, a única solução será encerrar o negócio”, lamentou.  

Segundo os empresários, os impactos não se restringem apenas à hotelaria. Restauração, comércio e até a própria população estão a sentir os efeitos da paralisação económica.

A presidente da Associação de Empresários e Empreendedores do Maio, Elisângela da Silva, considera que o problema está a comprometer seriamente o desenvolvimento da ilha. Por isso, propõe uma manifestação pública para pressionar as autoridades. 

“Queremos que o povo de Maio saia às ruas num grito de socorro económico. A nossa ilha está parada. Há operadores que já fecharam portas e outros a considerar fazê-lo. Isso aumenta o desemprego e coloca em risco o sustento de muitas famílias”, alertou.

A responsável apelou ainda à mobilização da população, sublinhando que “ficar de braços cruzados é ser conivente com a situação”.

O transporte marítimo para a ilha do Maio encontra-se condicionado desde a avaria dos navios Kriola e Liberdadi, e as ligações aéreas têm sido marcadas por sucessivos cancelamentos, agravando a crise no setor.

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
20 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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