Segundo dados do BCV, anunciados em agosto de 2024, os lucros dos sete bancos comerciais cabo-verdianos aumentaram 19,1% em 2023, atingindo um valor histórico de 5,2 mil milhões de escudos (47,1 milhões de euros).
“O banco central não pode obrigar os bancos comerciais a aumentar as taxas, embora eu ache que eles têm condições, pelos resultados [para as aumentar]. É só ver que quase todos os bancos tiveram resultados históricos em 2024. Pelas condições, querendo, podem aumentar as taxas dos depósitos dos clientes”, referiu Óscar Santos, em conferência de imprensa.
O líder do banco central foi questionado pelos jornalistas sobre o cenário atual para a população, depois de o BCV ter anunciado a manutenção das taxas de política monetária, ao nível macroeconómico.
Óscar Santos ressalvou que ter taxas de juro de depósitos habitualmente baixas é uma queixa que se pode estender a outros países, inclusivamente na Europa e que essa é matéria de política dos próprios bancos.
De qualquer forma, olhando os dados, referiu que o crescimento de remessas e investimentos de emigrantes cabo-verdianos envolvendo a banca comercial do arquipélago também serve para avaliar a sua capacidade de atração.
Normalmente, em qualquer sistema financeiro, os depósitos bancários rendem menos juros que outras aplicações, porque tem um risco muito reduzido e capital garantido.
Segundo dados do BCV, anunciados em agosto de 2024, os lucros dos sete bancos comerciais cabo-verdianos aumentaram 19,1% em 2023, atingindo um valor histórico de 5,2 mil milhões de escudos (47,1 milhões de euros).
De acordo com o boletim estatístico do banco central de fevereiro, as melhores taxas médias efetivas eram de 2,1% para depósitos de um a dois anos, para residentes e emigrantes.
A Semana com Lusa

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