Embora Kiev tenha até agora afastado a ideia de abandonar a península, que a Rússia anexou em 2014, o líder norte-americano disse no domingo que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, poderia mudar de posição.
“Acho que sim. A Crimeia foi há 12 anos”, disse Trump aos jornalistas durante uma viagem a Nova Jérsia, quando questionado se achava que Zelensky estava disposto a ceder o território para pôr um fim à invasão russa.
Horas antes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia está “mais próximo do que em qualquer outro momento nos últimos três anos, mas ainda não foi alcançado”.
Em relação ao estado das negociações, Rubio disse, durante um programa da televisão NBC, que “tem motivos para ser otimista e também para se preocupar”.
“Se esta fosse uma guerra fácil de terminar, outra pessoa já a teria terminado há muito tempo”, enfatizou.
Zelensky e Trump marcaram presença no funeral do Papa Francisco na Praça de S. Pedro, no sábado, tendo, antes do funeral, conversado num encontro privado no interior da basílica que, segundo a Casa Branca, foi “muito produtivo”.
O Presidente ucraniano considerou positivo o encontro com Trump, a quem agradeceu as iniciativas tomadas para terminar com a guerra.
“Esperamos resultados em tudo o que foi discutido. Cessar-fogo total e incondicional. Uma paz segura e duradoura que evite outra guerra. Uma reunião muito simbólica que poderá converter-se em histórica se alcançarmos resultados conjuntos“, destacou Zelensky.

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