domingo, 25 outubro 2026

Envelhecimento saudável pode dar 0,4 pontos percentuais a crescimento do PIB mundial

 

"Uma abordagem política multifacetada pode aumentar a oferta de mão de obra, impulsionar o crescimento e aliviar as pressões orçamentais com o envelhecimento da população global", lê-se no documento.

 

No capítulo do World Economic Outlook dedicado às implicações do envelhecimento e à economia 'prateada', que designa a economia de pessoas com mais de 50 anos, divulgado hoje, o FMI destaca a importância de políticas "que apoiem o envelhecimento saudável, aumentem a participação na força de trabalho entre os idosos e eliminem as disparidades de género na força de trabalho".

"Ao alavancar estratégias relacionadas com essas políticas, os países podem aproveitar o potencial da economia prateada para impulsionar o crescimento e reconstruir reservas orçamentais enquanto se atravessam turbulências demográficas", argumenta a instituição.

Segundo as estimativas do FMI, projeta-se que o envelhecimento saudável adicione cerca de 0,4 pontos percentuais (p.p.) ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em média, entre 2025 e 2050. Já uma combinação de políticas de oferta de mão de obra poderia impulsionar o crescimento anual do PIB global em cerca de 0,6 p.p. nos próximos 25 anos, "compensando quase três quartos da redução causada pela demografia durante esse período".

"Uma abordagem política multifacetada pode aumentar a oferta de mão de obra, impulsionar o crescimento e aliviar as pressões orçamentais com o envelhecimento da população global", lê-se no documento.

Ainda assim, a instituição alerta que, "embora o envelhecimento saudável compense parcialmente o impacto negativo das adversidades demográficas, o crescimento do PIB global desacelerará significativamente ao longo do século XXI, e muitos países precisarão de esforços consideráveis para estabilizar a relação dívida pública/PIB".

A gravidade da diminuição no crescimento devido ao envelhecimento populacional varia amplamente entre os países, nota o FMI, sendo que economias avançadas com populações relativamente mais velhas, como o Japão, verão as suas economias encolher.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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