segunda-feira, 26 outubro 2026

Guiné -Bissau: ONU alerta para "sérios riscos para processo pacífico" na Guiné-Bissau

 

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, completou cinco anos de mandato em 27 de fevereiro e marcou para 23 de novembro eleições presidenciais e legislativas antecipadas. Umaro Sissoco Embaló dissolveu o parlamento em dezembro de 2023, antes de passados os 12 meses, fixados pela Constituição, das eleições legislativas ganhas pela Plataforma Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka), liderada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). 

 

Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir a situação nessa região africana, o líder do UNOWAS, Leonardo Santos Simão, abordou a situação na Guiné-Bissau e garantiu que continuará a trabalhar com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para promover o diálogo sobre "questões de contenção" nesse país lusófono. 

"Na Guiné-Bissau, profundas divergências sobre o fim do atual mandato presidencial, o momento das eleições de 2025 e a legitimidade das instituições estatais representam sérios riscos para um processo pacífico", disse Santos Simão ao Conselho de Segurança. 

"Elogio os esforços da Comissão de Consolidação da Paz na Guiné-Bissau e continuarei a trabalhar com a CEDEAO para promover o diálogo sobre essas questões de contenção", acrescentou. 

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, completou cinco anos de mandato em 27 de fevereiro e marcou para 23 de novembro eleições presidenciais e legislativas antecipadas. 

Umaro Sissoco Embaló dissolveu o parlamento em dezembro de 2023, antes de passados os 12 meses, fixados pela Constituição, das eleições legislativas ganhas pela Plataforma Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka), liderada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). 

Sobre os problemas na região, o ex-ministro moçambicano admitiu preocupação com os relatos de violações de direitos humanos, incluindo o silenciamento de ativistas, jornalistas e líderes políticos. 

Noutro sentido, Leonardo Santos Simão indicou que também o declínio de recursos para assistência humanitária a populações afetadas pelo terrorismo e pelas mudanças climáticas persiste, "sem sinais de estabilização ou reversão". 

Embora o chefe da UNOWAS tenha considerado "promissores" os crescentes indicadores socioeconómicos da região, frisou que são em grande parte impulsionados pela extração de recursos e pela produção de alimentos. 

"Desafios como elevada inflação, dívida crescente, choques climáticos e capacidade fiscal limitada persistem, reduzindo a capacidade dos Governos de investir em serviços essenciais e infraestrutura", disse. 

Santos Simão reforçou que a segurança é a principal preocupação da região, embora salientando que investimentos significativos em recursos militares e cooperação transfronteiriça tenham conseguido fortalecer a autoridade estatal em certas áreas do Sahel central. 

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
19 dias atrás

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jcf
20 dias atrás

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joão do rosário
23 dias atrás

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