domingo, 25 outubro 2026

Sinais das alterações climáticas bateram recordes em 2024

 

 

O relatório confirma que 2024 foi o primeiro ano em que a temperatura média global excedeu os níveis pré-industriais em 1,55°C, tornando-se o ano mais quente já registado nos últimos 175 anos.Além disso, esta estimativa implica que o limite de 1,5°C estabelecido pela comunidade internacional como o nível máximo tolerável de aquecimento global foi excedido e, para além desse limite, as consequências para a humanidade serão muito graves e irreversíveis.

 

"Os sinais claros das alterações climáticas induzidas pelo homem atingiram novos níveis em 2024, e algumas das suas consequências serão irreversíveis durante centenas, se não milhares de anos", pode ler-se, num relatório publicado esta quarta-feira pela agência científica das Nações Unidas (ONU).

Os cientistas colocam o aumento a longo prazo da temperatura média global entre 1,34 e 1,41 graus Celsius, em comparação com o período de referência (1850-1900).

De acordo com os especialistas da OMM, cada fração adicional de grau (à temperatura média global) aumenta os custos e os riscos para a humanidade.

O relatório confirma que 2024 foi o primeiro ano em que a temperatura média global excedeu os níveis pré-industriais em 1,55°C, tornando-se o ano mais quente já registado nos últimos 175 anos.

Além disso, esta estimativa implica que o limite de 1,5°C estabelecido pela comunidade internacional como o nível máximo tolerável de aquecimento global foi excedido e, para além desse limite, as consequências para a humanidade serão muito graves e irreversíveis.

Os cientistas da OMM sublinharam que, apesar de tudo, as temperaturas são "apenas uma pequena parte" de uma situação muito mais complexa, na qual, por exemplo, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera também atingiu níveis sem precedentes nos últimos 800 mil anos.

A situação nos polos está também a caminhar num sentido muito preocupante: os 18 níveis mais baixos de gelo marinho no Ártico foram registados nos últimos 18 anos, enquanto as três menores extensões de gelo marinho na Antártida ocorreram nos últimos três anos.

Além disso, a perda de massa glaciar no período de três anos de 2022-2024 foi a maior da história.

A subida do nível do mar --- onde está armazenada 90% da energia captada pelos gases com efeito de estufa no sistema terrestre --- também acelerou, aumentando duas vezes mais depressa do que desde que começaram as medições por satélite.

De acordo com o relatório, o conteúdo de calor do oceano em 2024 atingiu o seu nível mais elevado nos 65 anos de registos observacionais, e cada um dos últimos oito anos estabeleceu um novo recorde.

Assim, a taxa de aquecimento dos oceanos nas últimas duas décadas (2005-2024) é mais do dobro da registada no período de 1960-2005.

Em termos de temperaturas, os últimos dez anos foram os mais quentes de que há registo, e cada um dos últimos oito anos estabeleceu um novo recorde de aquecimento dos oceanos.

As temperaturas record em 2024 foram atribuídas ao aumento contínuo das emissões de gases com efeito de estufa - que causam o aquecimento global - e à transição de La Niña para El Niño, enquanto fatores como as alterações no ciclo solar também podem ter contribuído.

 

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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