domingo, 25 outubro 2026

Cabo Verde e mais três países da CPLP enfrentam potenciais restrições de viagens para os EUA

 

Desenvolvido por funcionários diplomáticos e de segurança, o projeto de lista sugere uma lista “vermelha” de 11 países cujos cidadãos seriam categoricamente proibidos de entrar nos Estados Unidos: Afeganistão, Butão, Cuba, Irão, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Sudão, Síria, Venezuela e Iémen.

O projeto de proposta inclui também uma lista “laranja” de 10 países para os quais as viagens seriam restringidas, mas não cortadas. Nesses casos, os viajantes de negócios abastados poderiam ser autorizados a entrar, mas não as pessoas que viajam com vistos de imigrante ou de turista.

 

Um projeto de lista com 43 países está, segundo o jornal, a circular no seio da administração de Donald Trump e enumera três níveis de países cujos cidadãos podem enfrentar proibições ou restrições nas viagens para os Estados Unidos.

Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial, quatro países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), surgem no grupo de nações às quais poderá vir a ser dado um prazo de 60 dias para corrigirem deficiências detetadas, sob pena de sofrerem restrições mais pesadas.

Citando “funcionários familiarizados com o tema”, o NYT avança que a administração norte-americana está a considerar visar os cidadãos de até 43 países como parte de uma nova proibição de viajar para os Estados Unidos mais ampla do que as restrições impostas durante o primeiro mandato do Presidente Trump.

Os funcionários, que falaram sob condição de anonimato, advertiram que a lista tinha sido desenvolvida pelo Departamento de Estado há várias semanas e que era provável que sofresse alterações quando chegasse à Casa Branca.

Desenvolvido por funcionários diplomáticos e de segurança, o projeto de lista sugere uma lista “vermelha” de 11 países cujos cidadãos seriam categoricamente proibidos de entrar nos Estados Unidos: Afeganistão, Butão, Cuba, Irão, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Sudão, Síria, Venezuela e Iémen.

O projeto de proposta inclui também uma lista “laranja” de 10 países para os quais as viagens seriam restringidas, mas não cortadas. Nesses casos, os viajantes de negócios abastados poderiam ser autorizados a entrar, mas não as pessoas que viajam com vistos de imigrante ou de turista.

Os cidadãos incluídos nessa lista seriam também sujeitos a entrevistas presenciais obrigatórias para obterem um visto. A lista incluía a Bielorrússia, Eritreia, Haiti, Laos, Myanmar, Paquistão, Rússia, Serra Leoa, Sudão do Sul e Turquemenistão.

A proposta inclui ainda um projeto de lista “amarela” de 22 países, aos quais seria dado um prazo de 60 dias para corrigirem as deficiências detetadas, com a ameaça de serem transferidos para uma das outras listas, caso não cumpram.

De acordo com o NYT, os funcionários das embaixadas e dos gabinetes regionais do Departamento de Estado, bem como os especialistas em segurança de outros departamentos e agências de informação, têm estado a analisar o projeto.

Quando assumiu o cargo, a 20 de janeiro, Donald Trump emitiu uma ordem executiva exigindo que o Departamento de Estado identificasse os países “para os quais as informações de verificação e triagem são tão deficientes que justificam uma suspensão parcial ou total da admissão de nacionais desses países”.

O Presidente deu ao departamento 60 dias para concluir um relatório para a Casa Branca com essa lista, o que significa que esta deverá ser entregue na próxima semana.

 

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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