terça-feira, 27 outubro 2026

“Escolha de um Governo não obriga, mas recomenda que haja aplicação do princípio da paridade” – ICIEG

Mariza Carvalho fez essas considerações em declarações à Inforpress a propósito da remodelação do Governo, de onde saem cinco mulheres, designadamente, Edna Oliveira, ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Filomena Gonçalves, ministra da Saúde, Eunice Silva, ministra das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Adalgisa Vaz,  secretária de Estado do Fomento Empresarial e Eurídice Monteiro, secretária de Estado do Ensino Superior, não tendo entrado nenhuma para o novo elenco governamental. 

Entretanto, considerando que a constituição do Governo tem critérios que ultrapassam, “muitas vezes”, o entendimento geral, aquela responsável disse desconhecer como é que as saídas foram feitas e pensadas, embora seja desejável “ver realmente” um governo paritário.

“Nós defendemos a representatividade e a paridade. Não podemos especular sobre os motivos das saídas e entradas. A política pública do Governo é clara relativamente a esta matéria. A questão da representatividade é importante, desejaríamos ver um Governo paritário. É para isso que nós trabalhamos, porque sabemos o quanto é importante ter mulheres em posições de destaque e a competência não tem género”, sublinhou.

Reiterando que a representatividade da paridade é importante nos órgãos decisórios, até para dar o sinal de que o género, a paridade não pode ser mais do que algo que se tem nos documentos, Marisa Carvalho volta a referir que os critérios de escolha do Governo cabem a quem o fez.

“Nós temos estado a trabalhar em vários sectores da sociedade cabo-verdiana para isso e vamos continuar a trabalhar, porque sabemos o quanto é importante ter mulheres em posições de destaque, para que possam ser exemplo e prova de que a competência não tem género”, enfatizou.

Entretanto, segundo a mesma fonte, nesta questão, concretamente, da representação política, um dos “grandes impedimentos” prende-se com o factor tempo, onde 91% das mulheres cabo-verdianas exercem trabalhos mal remunerados o que faz com que haja uma dificuldade em conciliar a vida familiar com a vida profissional, mormente com a vida política.

“Para exercer a política é necessário tempo, e tempo que muitas vezes as mulheres não têm, sequer, para permanecerem no mercado de trabalho. Depois há também uma grande violência, um cargo público é um cargo com uma grande visibilidade e as mulheres são muito mais atacadas que os homens. Isto é um facto e muitas mulheres têm optado por não se exporem”, analisou.

Com esta remodelação, o Governo é composto pelo primeiro-ministro, vice-primeiro-ministro, quinze ministros e cinco secretários de Estado.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
19 dias atrás

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jcf
21 dias atrás

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joão do rosário
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