segunda-feira, 26 outubro 2026

Brasil aliado chave na exploração de petróleo em África - Câmara Africana de Energia

Em declarações à Lusa, a propósito de um evento que decorre hoje ao fim do dia para promover parcerias que impulsionem a colaboração entre empresas brasileiras e africanas, Nj Ayuk frisou que a experiência do Brasil, e em particular da gigante estatal Petrobras, procura oportunidades de investimento em África, especialmente na África do Sul, Angola e Namíbia.

O Presidente executivo da Câmara Africana de Energia salientou os conhecimentos adquiridos em exploração em águas profundas que podem impulsionar o crescimento económico e garantir a segurança energética.

De acordo com o responsável, o encontro reúne na cidade brasileira do Rio de Janeiro “cerca de mil delegados” de vários países africanos no evento “Investir nas energias Africanas” em busca de oportunidades de negócio e um “reforço da parceria entre o Brasil e África”.

No evento que vai decorrer na 'cidade maravilhosa', os organizadores acreditam que surgirão oportunidades de investimento em energia entre o gigante sul-americano e países do continente africano, em especial nas "contribuições essenciais da estatal Petrobras".

Uma equipa de peritos da Câmara Africana de Energia encontra-se no Brasil desde terça-feira e até sábado à procura de novas oportunidades de negócio com empresas brasileiras, num país que está entre os 10 maiores produtores de petróleo mundiais.

O facto de “o Brasil ter a maior comunidade descendente do continente africano aproxima o país de África” e é um importante catalisador para o investimento, destacou ainda Nj Ayuk.

“O Brasil sempre fala sobre o nosso direito de explorar” e defende que África “deve explorar os seus recursos”, sublinhou o Presidente executivo da Câmara Africana de Energia, por oposição à “hipocrisia do ocidente”.

Esta sensibilidade brasileira, defendeu Nj Ayuk, pode também ajudar África a conseguir um melhor acordo de transição energética justa nas negociações da cimeira do Clima das Nações Unidas (COP30), que vai decorrer em novembro na cidade brasileira amazónica de Belém.

“Nós precisamos utilizar os nossos recursos”, da mesma forma “que o Ocidente utilizou petróleo” para se desenvolver e criar riqueza, sustentou.

“Como podem dizer que agora não podemos produzir” e que Países como “Moçambique não podem explorar o seu gás natural?”, questionou o responsável, reforçando que o continente africano tem o direito de desenvolver os seus hidrocarbonetos para benefício das suas comunidades.

“O Ocidente utilizou o elevador, mas agora diz que África não o pode utilizar e que tem de subir de escadas”, criticou.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
20 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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