domingo, 25 outubro 2026

Presidente do partido no poder em Cabo Verde aponta ex-líder para secretário-geral  

 

"Reconheço a mudança que é necessário fazer, por isso é que no dia 11 temos uma reunião para fazer uma avaliação com tranquilidade e com a máxima objetividade possível, relativamente a vários fatores que podem ter tido contribuído para os resultados e fazer inversões, alterações necessárias quer a nível do partido e do Governo", referiu.

 

 

"Já temos uma indicação, a ser apresentada posteriormente à direção nacional no dia 11, que é o engenheiro Agostinho Lopes, um militante conhecido, antigo presidente do MpD. Tem a disponibilidade, autoridade política suficiente e a vontade de trabalharmos juntos numa nova fase de maior atividade política a nível nacional e regional", afirmou Ulisses Correia e Silva, citado pela Rádio de Cabo Verde (RCV).

O secretário-geral do MpD anunciou na sexta-feira que colocou o cargo à disposição, justificando a decisão com a necessidade de renovação após a derrota nas eleições autárquicas de dezembro.

Ulisses Correia e Silva classificou a atitude como "um ato de nobreza", reconhecendo que o partido enfrenta "um novo contexto, com novos desafios".

"Conversei com ele para reconhecer o seu empenho, a capacidade de dar a cara pelo MpD em momentos difíceis e o trabalho realizado. A política faz-se assim, com transições tranquilas", acrescentou.

O líder do MpD disse que o partido tem condições para reverter a situação e preparar-se para as legislativas de 2026, interpretando os resultados autárquicos como um sinal claro dos eleitores.

"Reconheço a mudança que é necessário fazer, por isso é que no dia 11 temos uma reunião para fazer uma avaliação com tranquilidade e com a máxima objetividade possível, relativamente a vários fatores que podem ter tido contribuído para os resultados e fazer inversões, alterações necessárias quer a nível do partido e do Governo", referiu.

Correia e Silva admitiu que a ação política precisa de ser mais consistente: "Fica muito claro que não é suficiente fazer obras e realizações porque se fosse só isso, o MpD ganhava em todas as câmaras, mesmo naqueles em que não temos poder".

Defendeu ainda que é fundamental que a ação política seja regular, permanente e forte.

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) venceu em 15 dos 22 municípios, incluindo a capital, Praia, onde Francisco Carvalho ampliou a vantagem sobre o candidato do MpD, Abraão Vicente, por cerca de 10.000 votos.

Ulisses Correia e Silva já havia reconhecido os "maus resultados" nas urnas, sublinhando a necessidade de mudanças estruturais no partido.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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