O anúncio foi feito à imprensa no Palácio do Governo, após uma reunião de trabalho, análise e programação dos diversos parceiros do Fundo Global.
Segundo a ministra de Saúde, este “investimento estratégico”, destinado ao Hospital Baptista de Sousa e ao Hospital Agostinho Neto, visa garantir que todas as unidades de saúde tenham acesso imediato ao oxigênio necessário para o tratamento de pacientes.
“Isso representa muito porque criando as condições para que possamos fazer as produções de oxigénio nas estruturas de saúde, vai fazer a cobertura 100% das necessidades que o país tem em termos de oxigénio nas estruturas de saúde”, frisou.
Para a ministra, o Fundo Global tem financiado muitos projectos em Cabo Verde, especialmente o projecto com o CCAD, financiamento de projectos de transmissão do HIV, de controle de medicamentos, mas também é um “parceiro incontornável” no processo de certificação de Cabo Verde com país livre do paludismo.
A iniciativa foi destacada como exemplo de confiança que o Fundo Global depositou em Cabo Verde, sendo o único país da região a ter oportunidade de executar um projecto com esta dimensão.
Neste sentido, avançou que o financiamento mostra que Cabo Verde está no “bom caminho”, sobretudo com parcerias bilaterais e multilaterais, e que continua a ajudar nas questões da saúde, num momento de viragem com a implementação do conceito de eficiência para garantir a sustentabilidade no sector.
Instado pelos os jornalistas sobre o crescente aumento de casos de dengue no país, a ministra aproveitou para apelar aos órgãos de comunicação social, aos profissionais de saúde e a todos os cidadãos a terem um comportamento adequado, seguindo as orientações das autoridades sanitárias para continuar a vencer este desafio.
Por seu turno, a gestora de Protocolo do Fundo Global para África, Mónica Appiah, felicitou Cabo Verde por ter eliminado o paludismo, e que está a caminho também de garantir a eliminação da transmissão do HIV das mães para os filhos.
O Fundo Global vem suportando o Governo de Cabo Verde desde 2011 com “investimentos valiosos” nas respostas ao VIH, à tuberculose multirresistente, ao paludismo e no combate à pandemia da covid-19.
A Semana com Inforpress

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