domingo, 25 outubro 2026

Portugal/Caso de morte a tiro: PR de Cabo Verde expressa “profunda tristeza” pela morte de Odair Moniz

 

José Maria Neves apontou ainda “a importância de acreditar na justiça, que deve atuar com rigor e imparcialidade para esclarecer todos os factos e imputar responsabilidades, se for o caso”.No apelo à calma com que termina o comunicado da presidência, refere-se que “a violência sempre gera mais violência” e que é essencial procurar “o melhor caminho para a resolução dos problemas, acompanhando o caso com serenidade até a conclusão das investigações”.

 

Na nota de pesar, José Maria Neves manifestou “solidariedade à família enlutada, amigos e a todos os que conviveram com o jovem”, transmitindo “as mais sentidas condolências”. 

O chefe de Estado afirmou ser “lamentável a forma trágica” da morte que “entristece a todos”, entendendo-se “o sentimento de revolta e indignação que reina no seio da comunidade cabo-verdiana”.

Todavia, o chefe de Estado apela a que haja “calma e serenidade”, confiando “nas autoridades do país”, lembrando que o Ministério da Administração Interna de Portugal já determinou a abertura de um inquérito “com caráter de urgência” para apurar os factos relacionados com a morte de Odair Moniz. 

José Maria Neves apontou ainda “a importância de acreditar na justiça, que deve atuar com rigor e imparcialidade para esclarecer todos os factos e imputar responsabilidades, se for o caso”.

No apelo à calma com que termina o comunicado da presidência, refere-se que “a violência sempre gera mais violência” e que é essencial procurar “o melhor caminho para a resolução dos problemas, acompanhando o caso com serenidade até a conclusão das investigações”.

Odair Moniz, de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, na Amadora, foi baleado por um agente da PSP na madrugada de segunda-feira, no Bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, e morreu pouco depois, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Segundo a PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e “entrou em despiste” na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria a isenta” para apurar “todas as responsabilidades”, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

A Inspeção-Geral da Administração Interna abriu um inquérito urgente e também a PSP anunciou um inquérito interno, enquanto o agente que baleou o homem foi constituído arguido.

Desde a noite de segunda-feira foram registados desacatos no Zambujal e, já na terça-feira, noutros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde foram queimados dois autocarros, automóveis e caixotes do lixo, e detidas três pessoas. Dois polícias receberam tratamento hospitalar devido ao arremesso de pedras e dois passageiros dos autocarros incendiados sofreram esfaqueamentos sem gravidade.

 

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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