domingo, 25 outubro 2026

Presidente da República pede investimentos e mecanismos às instituições que trabalham no sector da saúde mental

 

O Chefe de Estado destacou que, nos primeiros meses de 2024, Cabo Verde registou 22 casos de suicídio, sendo cinco ocorridos apenas no mês de Abril, e que os dados do Ministério da Saúde revelaram que entre 2018 e 2022, houve uma média de 50 casos de suicídio por ano.

 

O Presidente da República manifestou esse desejo, considerando ser “importante” esta conferência, visto que coloca no centro das atenções um “tema crucial” no ambiente laboral, para mostrar a grande complexidade e abrangência da questão da saúde mental.

Para José Maria Neves, é “importante” que no ambiente de trabalho e nas escolas prevaleça um ambiente saudável que favoreça e motiva os colaboradores para um bom desempenho.

“As empresas, as escolas e outras instituições públicas e privadas têm a responsabilidade de garantir que as condições estejam adequadas para proteger a saúde mental dos seus colaboradores”, apontou.

Neste caso, segundo o Chefe de Estado, é “fundamental” que invistam em políticas de prevenção e promoção da saúde mental com programas de acompanhamento, apoio psicológico e momentos de descontração que ajudem a reduzir o impacto do estresse e da pressão.

Conforme disse, a ansiedade e a depressão são os mais comuns e chegam a representar 60 por cento (%) dos casos, com base no último relatório sobre saúde mental publicado pela Organização Mundial de Saúde.

O Chefe de Estado destacou que, nos primeiros meses de 2024, Cabo Verde registou 22 casos de suicídio, sendo cinco ocorridos apenas no mês de Abril, e que os dados do Ministério da Saúde revelaram que entre 2018 e 2022, houve uma média de 50 casos de suicídio por ano.

Avançou ainda que o adoecimento mental se manifesta a partir da associação de múltiplas causas que podem incluir hereditariedade, desequilíbrio neuroquímico, exposição a condições estressantes sociais, económicas e culturais, dificuldades em lidar com emoções, uso de álcool e drogas.

José Maria Neves mencionou durante a conferência os efeitos devastadores da pandemia da Covid-19, que expôs a fragilidade da saúde mental em todo o mundo, e neste sentido, apelou ainda à uma acção colectiva, sublinhando que a saúde mental deve ser tratada como um direito básico, e não como um luxo.

“As doenças mentais devem merecer prioridade e atenção de todos, é preciso revisitar o sistema das prestações do Instituto Nacional de Previdência Social, (INPS), de modo a também contemplar prestações na área do atendimento às pessoas com doenças mentais”, advogou o mais alto magistrado da Nação.

Defendeu igualmente uma cultura que valorize a saúde mental no local de trabalho, e da promoção de um ambiente de trabalho mais humano, inclusivo e solidário.

 

A Semmana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
21 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

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