De acordo com o balanço do primeiro mês da campanha, as acções conjuntas da Fundação Tartaruga, Cabo Verde Natura 2000 e BIOS Cabo Verde resultaram num total combinado de 688 ninhos protegidos nas praias da ilha, que acolhe uma das maiores populações de desova desta espécie no mundo.
A associação Cabo Verde Natura 2000, que monitoriza as praias de maior densidade, liderou os registos com 479 ninhos contabilizados. A organização trabalhou ainda 37 fêmeas para recolha de dados científicos e resgatou com vida seis tartarugas em situação de risco.
No entanto, a mesma ONG revelou que foram registadas quatro tartarugas caçadas neste arranque de época, destacando a persistência da ameaça da caça ilegal em zonas isoladas.
Por outro lado, a BIOS Cabo Verde focou a sua actuação na Praia de João Barrosa, inserida na Reserva Natural das Tartarugas, onde contabilizou 128 ninhos e monitorizou 17 fêmeas. Diante dos riscos dessa zona costeira, a organização transferiu 34 ninhos para o viveiro de incubação protegido para garantir o sucesso dos nascimentos.
Já a Fundação Tartaruga, que operou com 39 trabalhadores no terreno, fechou o mês de junho com 81 ninhos e 143 rastros registados. A associação destacou a eficácia das patrulhas preventivas nas suas praias de intervenção, terminando o primeiro mês com zero registos de tartarugas abatidas e o resgate de uma fêmea.
No total geral do primeiro mês da temporada de 2026 na Boa Vista, o esforço coordenado das três ONG permitiu a monitorização directa de 71 tartarugas marinhas e o salvamento de sete fêmeas.
As direcções das três ONG enalteceram o papel crucial dos voluntários e colaboradores locais neste início de campanha, frisando que os próximos meses serão determinantes para consolidar a protecção da biodiversidade marinha.
A Semana com Inforpress

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