O professor da Educação Física da escola secundária Dr. Teixeira de Sousa, transferido para o pólo de Patim, protesta diariamente à porta da Delegação do Ministério da Educação em São Filipe por considerar “injusta” a sua movimentação.
O Ministério da Educação promove, a aprtir desta segunda-feira, 14, prolongando-se até o dia a 17 deste mês, na Faculdade de Educação e Desporto (FED) da Uni-CV, na cidade da Praia, uma ação de formação, destinada a equipas multidisciplinares na área das Necessidades Educativas Especiais (NEE).
O director executivo do Banco Mundial, Harold Tavares, destacou os resultados alcançados na cooperação com Cabo Verde e defendeu que o país deve aproveitar a credibilidade conquistada para ambicionar maiores investimentos da instituição.
Outro marco importante, que irá decorrer na ilha do Sal, nos dias 27 e 28 deste mês, é a realização da segunda edição do Fórum África-Lusófono de Investimento, pelo segundo ano consecutivo, considerando que a iniciativa reflecte a credibilidade e a liderança de Cabo Verde na promoção de oportunidades de investimento.
Harold Tavares citado pela Inforpress, que representa um grupo de 23 países africanos, entre os quais Cabo Verde, falava à margem das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que decorrem em Banguecoque, na Tailândia, de 12 a 18 de Outubro.
O responsável, que está no final do seu mandato, considerou os resultados significativos, tanto ao nível do financiamento como da execução dos projectos, destacando o aumento da carteira de investimentos e os desembolsos recorde da instituição no país.
Segundo afirmou, Cabo Verde conquistou uma posição de destaque no grupo de países que representa, beneficiando de reconhecimento e credibilidade junto dos parceiros internacionais.
A título de exemplo, apontou a presidência de Cabo Verde do grupo dos Pequenos Estados Insulares durante dois anos, a presidência dos governadores por um ano, funções que, no seu entender, demonstram a capacidade de liderança do país.
Harold Tavares destacou igualmente o crescimento dos investimentos da Sociedade Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, em Cabo Verde.
“Há cinco anos não tínhamos nenhum investimento da IFC em Cabo Verde. Hoje, temos investimentos de quase 500 milhões de dólares americanos, tanto nos aeroportos e no sector do turismo, além de assistência técnica no processo de privatização da Cabo Verde Telecom”, afirmou.
Outro marco importante, que irá decorrer na ilha do Sal, nos dias 27 e 28 deste mês, é a realização da segunda edição do Fórum África-Lusófono de Investimento, pelo segundo ano consecutivo, considerando que a iniciativa reflecte a credibilidade e a liderança de Cabo Verde na promoção de oportunidades de investimento.
Segundo a mesma fonte, explicou que o evento visa promover a cooperação no espaço lusófono, que reúne cerca de 77 milhões de habitantes e representa, na sua perspectiva, um mercado com potencial para o reforço das relações económicas e comerciais.
“O mais importante é ter essa plataforma para promover o investimento num mercado que tem muito em comum, similaridade, conectividade não só cultural e social, mas também em termos de conectividade comercial que poderá haver entre essa comunidade que é a lusofonia”, apontou.
O responsável considerou que o Banco Mundial é um dos principais parceiros de Cabo Verde, não apenas pelo financiamento disponibilizado, mas também pelo conhecimento técnico e pela partilha de experiências das operações desenvolvidas no país.
“Não tenho dúvidas que é um excelente parceiro e um dos maiores parceiros que temos, mas temos de ser ambiciosos em termos de mais investimento do Banco, do grupo, e aproveitar essa credibilidade que o país tem”, concluiu confome a fonte deste jornal.
A secretária de Estado das Finanças de Cabo Verde defendeu hoje que os critérios de elegibilidade para financiamento do Banco Mundial não devem assentar apenas no rendimento per capita, mas também nas vulnerabilidades específicas dos pequenos Estados insulares.
"Diferenças significativas, acho que não vai haver. É continuidade, mas com certos ajustes de acordo com o programa do Governo e as prioridades do país", concluiu.
Em entrevista à Lusa, durante as Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, realizadas este ano em Banguecoque, Maria José Lopes afirmou que a recente subida do arquipélago à categoria de país de rendimento médio-alto poderá dificultar o acesso a alguns instrumentos de financiamento concessionais.
"No ano passado, o Banco Mundial elevou a classificação de Cabo Verde de país de rendimento médio-baixo para médio-alto, e com certeza haverá alterações nos critérios", afirmou.
Segundo a governante, alguns parceiros internacionais já têm vindo a sinalizar que a nova classificação poderá limitar o acesso a determinados donativos e condições preferenciais de financiamento.
"Muitos parceiros bilaterais já nos diziam que, por sermos um país de rendimento médio-alto, poderíamos deixar de ter acesso a determinados donativos", explicou.
Por isso, o Governo cabo-verdiano tem defendido que os critérios de elegibilidade utilizados pelas instituições financeiras internacionais tenham em conta outros fatores além do rendimento.
"Pedimos que os critérios de elegibilidade não sejam somente o rendimento, mas que sejam levadas em conta as condições do país", afirmou.
Maria José Lopes salientou que Cabo Verde continua a enfrentar desafios típicos dos pequenos Estados insulares, incluindo "vulnerabilidades multidimensionais" e elevada exposição a choques externos, fatores que, na sua opinião, devem ser considerados na definição das condições de financiamento internacional.
A responsável admitiu que as principais mudanças decorrentes da nova classificação poderão refletir-se nas condições de acesso a empréstimos concessionais e outros mecanismos de apoio externo.
Neste contexto, o Governo cabo-verdiano está também a negociar com o Banco Mundial um novo quadro de cooperação alinhado com as prioridades do executivo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), eleito em maio.
Maria José Lopes explicou que os contactos realizados na última semana tiveram como principal objetivo avaliar a execução dos projetos em curso e identificar áreas prioritárias para futuras intervenções.
"As relações institucionais são para continuar", afirmou.
A governante lembrou que o Banco Mundial é um dos principais parceiros financeiros do país, com mais de 300 milhões de dólares (268,4 milhões de euros) investidos em projetos em Cabo Verde.
"O objetivo é conhecer os projetos que já estão financiados e apresentar as novas prioridades para ver se definimos em que termos vamos ter novos programas", disse.
Além de discutir novas áreas de cooperação, o Governo pretende acompanhar mais de perto a execução dos projetos já aprovados.
"Não faz sentido ter um projeto financiado com uma execução muito lenta. Queremos acelerar isso", afirmou.
Apesar da redefinição de prioridades, Maria José Lopes sublinhou que não prevê alterações significativas no relacionamento entre as duas partes.
"Diferenças significativas, acho que não vai haver. É continuidade, mas com certos ajustes de acordo com o programa do Governo e as prioridades do país", concluiu.
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