quarta-feira, 21 outubro 2026

Relatora da ONU teme “violência genocida de Israel” também na Cisjordânia

 

A perita independente, mandatada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não fala em nome da organização, tem acusado repetidamente Israel de genocídio dos palestinianos em Gaza.

Numa nova declaração, Francesca Albanese frisou hoje "que a violência genocida de Israel corre o risco de se espalhar para fora de Gaza e de se espalhar por todo o território palestiniano ocupado".

"O apartheid israelita visa Gaza e a Cisjordânia simultaneamente, como parte de um processo global de eliminação, substituição e expansão territorial", acusou, citada pela agência France-Presse (AFP).

Após o ataque do Hamas, a 07 de outubro, que desencadeou a guerra em Gaza, o Exército israelita intensificou as suas já frequentes incursões na Cisjordânia ocupada e, desde então, mais de 660 palestinianos morreram em incidentes violentos com Israel, incluindo cerca de 150 menores, segundo um balanço da agência Efe com dados dos serviços de saúde palestinianos.

Vivem na Cisjordânia cerca de 490 mil israelitas em colonatos, entre três milhões de palestinianos.

Israel prosseguia hoje, pelo sexto dia consecutivo, a incursão militar quer na cidade, quer no campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada, que já causou perto de 30 mortos, de acordo com as autoridades palestinianas.

"A impunidade há muito concedida a Israel permite a `despalestinização`" dos territórios ocupados, "deixando os palestinianos à mercê das forças que procuram eliminá-los enquanto grupo nacional", frisou ainda Albanese.

A relatora da ONU acredita que a comunidade internacional deve "fazer tudo o que estiver ao seu alcance para acabar imediatamente com o risco de genocídio contra o povo palestiniano" e, "em última análise, pôr fim à colonização do território palestiniano por Israel".

O ataque sem precedentes levado a cabo pelo movimento islâmico palestiniano em Israel, em 07 de outubro, resultou na morte de 1.205 pessoas do lado israelita, sobretudo civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. Durante este ataque, 251 pessoas foram raptadas, 97 ainda estão detidas em Gaza, incluindo 33 declaradas mortas pelo exército.

Em retaliação, Israel realizou uma grande ofensiva aérea e terrestre em Gaza que até ao momento fez pelo menos 40.786 mortos, segundo o Ministério da Saúde do Hamas. A maioria das mortes são mulheres e menores, de acordo com a ONU.

 
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Comentários

joão do rosário
13 dias atrás

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jcf
15 dias atrás

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joão do rosário
17 dias atrás

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