quinta-feira, 15 outubro 2026

Investimento público em Angola é inadiável, mas com sustentabilidade - Governo

A ministra das Finanças angolana, Vera Daves de Sousa, defendeu hoje que o investimento público em Angola é “inadiável” e que há muito por fazer no país, mantendo a dívida pública em condições de sustentabilidade.

Falando hoje em Luanda na apresentação da 18.ª edição do estudo “Banca em Análise”, Vera Daves frisou que a “má despesa é o pior dos impostos” e pode gerar a mais insuportável das dívidas, pelo que o executivo deve continuar a fazer o caminho para melhorar a qualidade da despesa.

O desafio, sublinhou, é manter a dívida publica em condições de sustentabilidade, assegurando ao mesmo tempo o funcionamento das instituições, a assistência aos mais desfavorecidos e o investimento público que é “inadiável”.

“Há tanto para fazer em vários pontos do país”, realçou, acrescentando que o “bom combate” é garantir que o investimento é feito sem colocar o país em situação de insustentabilidade.

A ministra considerou que o crescimento económico é o único caminho a seguir e destacou o papel da banca, que se deve atuar à realidade atual, indicando que o crédito ao setor privado regista uma tendência crescente.

“Não obstante a redução de 5% verificada no ano de 2021, o crédito ao setor privado continua a registar uma tendência crescente em termos nominais (…) comparativamente  ao ano de 2022, o crédito ao setor privado cresceu 28,8% em 2023 e 7,9% de dezembro de 2023 a maio de 2024”, salientou.

Justificou esta evolução com os estímulos do Aviso 10 do Banco Nacional de Angola para o financiamento do setor real da economia, bem como incentivos de política do Estado através de fundos de garantia de crédito e outros mecanismos colocados ao serviço da banca.

“Não nos devemos acomodar aos resultados que já alcançámos. Angola tem pressa”, exortou Vera Daves.

A governante admitiu, no entanto, que as taxas de juro vigentes “permanecem proibitivas” para quem quer iniciar um negócio ou melhorar a tesouraria, justificando participação insuficiente da banca no investimento privado com a trajetória de inflação e as necessidades de financiamento do Estado angolano.

“Não sou inocente, assumo que também recorremos a vós para financiar atividade do Estado, mas há um caminho de participação no desenvolvimento económico e social que passa por um melhor equilíbrio entre crédito ao Estado, com condições sustentáveis e as melhores taxas de juro e maturidades possíveis, e crédito ao setor privado”, continuou.

Vera Daves apelou ainda à saída “do eterno potencial”: “não saímos dessa verborreia temos de fazer acontecer”.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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