quinta-feira, 15 outubro 2026

Presidente da República de Portugal enaltece a democracia cabo-verdiana

Marcelo Rebelo de Sousa fez essas declarações à imprensa no final da sua visita ao Presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia. Durante o encontro, foram discutidos assuntos relacionados com a cooperação e a vida política entre os dois países.

“Um encontro que foi de facto muito importante, porque permitiu, por um lado, saudar o exemplo da democracia cabo-verdiana, que é um exemplo muito citado, muito admirado, e muito louvado a nível mundial, e, por outro lado, o papel fundamental da Assembleia Nacional que é a casa da democracia”, declarou o chefe de Estado português.

Conforme enfatizou Marcelo Rebelo de Sousa, não há uma democracia forte sem um pilar robusto, que é o parlamento. Este pilar traduz a diversidade das perspectivas na sociedade, a livre expressão e o pluralismo do povo.

“Portanto, uma Assembleia Nacional forte e respeitada significa uma democracia igualmente forte e respeitada. Foi isso que vim cumprimentar, saudar e louvar", vincou.

"O Presidente da República de Portugal também destacou as diversas colaborações entre a Assembleia Nacional de Cabo Verde e a Assembleia da República Portuguesa no âmbito da União Interparlamentar, bem como em termos bilaterais que tem sido constante ao longo de muitos anos.

Por seu lado, o presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, salientou que esta visita traduz a excelência que são as relações entre Cabo Verde e Portugal.

“A vinda do senhor Presidente da República de Portugal à Assembleia Nacional também é símbolo do respeito que tem para a democracia cabo-verdiana, sobretudo pela Assembleia Nacional que é o centro nevrálgico do sistema político em Cabo Verde, o órgão plural, órgão de exercício do contraditório, do dissenso, mas sempre com foco naquilo que é mais importante que é servir o bem comum”, frisou o presidente da Assembleia Nacional.

Austelino Correia reafirmou que Cabo Verde possui uma democracia “robusta”, mas ressaltou que isso não é motivo para se vangloriar. Pelo contrário, disse, isso atribui mais responsabilidade para continuar protegendo e consolidando a democracia cabo-verdiana, sobretudo num momento em que a democracia se encontra em risco em vários países.

“Como se sabe, a democracia está em risco em vários países ao redor do mundo, e Cabo Verde, como um país com uma tradição democrática, precisa proteger e fortalecer sua democracia”, sustentou.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
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