quarta-feira, 14 outubro 2026

Brava: Entidades traçam diagnóstico e preparam estratégias para dar respostas às futuras alterações climáticas no município

Francisco Tavares, que falava à Inforpress, fez estas afirmações no  sábado,16, à margem de um encontro com o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), Associação Biflores e representantes do Luxembourg Development Cooperation (LuxDev).

Segundo o autarca, a reunião teve como objetivo reunir as partes interessadas para a apresentação do Programa Acção Climática e do seu plano de actividades para o ano 2024, bem como permitir a recolha de informação e dados relevantes para os três estudos que estão a decorrer nos municípios-piloto.

“No caso da ilha Brava devemos ter acções que vão de acordo com aquilo que é o propósito e desenvolvimento do concelho, que é transformar o município num local de turismo diferenciado, ligado à sua cultura e à sua natureza”, salientou.

Neste sentido, avançou que deverão tratar das questões da acção climática e tomar as devidas medidas para que a ilha fique “minimamente” preparada para as futuras alterações climáticas.

“No caso da ilha Brava temos a Localidade de Fajã d´Água e da Furna que são vulneráveis à subida de águas do mar. Também na zona da Furna e Lomba Tamtum, onde a população atravessa aldeias através de ribeiras e isso devemos tomar medidas para nos prepararmos, caso um dia houver chuvas fortes, para não haver impacto directo na vida das pessoas”, sublinhou.

De acordo com o edil, a pecuária, a pesca e a agricultura, tanto de sequeiro como de regadio têm também efeito positivos e negativos para o clima, por isso, aconselhou-seque os praticantes devem adoptar  as melhores práticas e ver os projectos de adaptação, causando menos impacto possível.

“Se nós queremos transformar a Brava num exemplo de ilha verde, ficou bem claro que a nossa principal fonte de emissão de gases, com efeito de estufa, advém daquilo que usamos para produzir a energia elétrica, por isso, devemos tomar medidas para diminuir a emissão de gases de efeito de estufa”, frisou, advogando a criação de um programa, onde 100 por cento (%) da ilha será abastecido por energia limpa, através do vento e sol.

Francisco Tavares disse que para além do plano estratégico da acção climática que irá surgir posteriormente, a autarquia será financiada com 50 mil euros para ajudar na materialização de alguns projectos de ação climática.

“A intenção é que a Brava continue com o estatuto da ilha mais verde de Cabo Verde, mais sustentável e quem sabe futuramente ganhar um título mundial da ilha verde”, finalizou.

O Programa Acção Climática tem o objectivo geral apoiar Cabo Verde na implementação, até 2025, da sua política climática, materializada pela Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) atualizada em de Março 2021 e pelo Plano Nacional de Adaptação (NAP), estabelecendo uma governança climática consolidada, com a visão de tornar país mais resiliente.

Além das acções a nível nacional também apoiar o desenvolvimento da capacidade para mobilização de recursos climáticos a nível municipal de modo a reforçar as competências para um melhor e maior acesso a financiamento, capacidade e tecnologia para ações climáticas descentralizadas.

Praia, Boa Vista, Mosteiros, Brava e Ribeira Brava são os municípios identificados como prioritários no NAP, por esta razão são os municípios-piloto do Programa Acção Climática, financiado pelo Luxemburgo e implementado pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, através da Direção Nacional do Ambiente.

 

A Semana com Inforpess

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
8 dias atrás

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