quinta-feira, 15 outubro 2026

São Vicente: Projecto da Escola Nhô Fula leva aulas gratuitas de natação a 200 crianças

Duzentas crianças de São Vicente participam gratuitamente, até Agosto, num projecto de ensino da natação promovido pela Escola de Natação Nhô Fula, financiado pela Embaixada do Grão-Ducado do Luxemburgo, com foco na segurança aquática. As aulas do projecto intitulado “Saber nadar, saber salvar” iniciaram-se hoje, na praia da Laginha, com alunos de idades entre os seis e os 14 anos. Segundo explicou à imprensa o presidente da escola, Silas Leite, a iniciativa pretende, acima de tudo, contribuir para a prevenção de afogamentos, uma vez que aprender a nadar é uma “competência essencial” num país rodeado pelo mar. "O principal instrumento da protecção civil no meio aquático é a pessoa aprender a nadar", afirmou, acrescentando que o ensino da natação permite que cada pessoa seja capaz de se proteger antes mesmo de necessitar da intervenção de um nadador-salvador. Além da vertente de segurança, Silas Leite destacou que a natação traz benefícios para a saúde, educação, lazer e desporto, sendo ainda um requisito importante para o exercício de várias profissões ligadas ao sector marítimo. Segundo o responsável, esta é a primeira vez que a escola desenvolve um projecto com 200 beneficiários, depois de experiências anteriores de menor dimensão. Agora, o objectivo é garantir a continuidade da iniciativa através de novas parcerias, com possibilidade de alargamento para outras ilhas de Cabo Verde. As aulas decorrem entre Julho e Agosto, sendo que durante a primeira fase, as crianças aprendem adaptação ao meio aquático, técnicas de respiração, flutuação e deslocação. Numa segunda etapa, passam ao ensino do estilo livre ‘crawl’, para adquirir maior autonomia e segurança na água. O encerramento está previsto para o primeiro fim de semana de Setembro, antes do início do novo ano lectivo. Aproveitando o lançamento do projecto, Silas Leite voltou a defender a introdução da natação nas escolas, ao considerar que Cabo Verde deve apostar mais na educação aquática e na prevenção de afogamentos. Lamentou também a falta de piscinas públicas em São Vicente e alertou para a necessidade de reforçar a formação em natação, inclusive entre profissionais ligados às actividades marítimas e à protecção civil. O responsável recordou ainda que a Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca Cabo Verde na posição 25 em matéria de mortos por afogamento, considerado como “um problema de saúde pública negligenciado”. Daí, o pedido para maior envolvimento das instituições e da sociedade na promoção da segurança no meio aquático.   A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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