quinta-feira, 15 outubro 2026

Achada Santo António: Moradores denunciam paralisação de obras de reabilitação meses após remoção de tectos

Numa ronda por um dos maiores bairros da Cidade da Praia, Achada de Santo António, Maria da Silva, nome fictício, disse que desde o mês de Dezembro foi orientada a deixar a residência de forma a permitir a execução das obras. 

A execução, segundo explicou, era a princípio para colocar telhas, mas que pediu que fosse betão.

Desde então continua a suportar despesas com renda sem que os trabalhos tenham sido sequer iniciados.

A moradora garantiu que chegou a ligar várias vezes para os responsáveis, mas a explicação recebida foi de que houve necessidade de alterar o projecto inicial, que previa a colocação de telhas, para uma solução em betão, o que terá obrigado à reformulação dos planos de intervenção.

Maria da Silva indicou ainda que a sua família, composta por cerca de 15 pessoas, que inclusive morava na casa, continua a aguardar uma solução, esperando que seja resolvida até ao final deste mês.

Também Lúcia Monteiro manifestou preocupação com a interrupção da construção da sua habitação, avançado que recebeu uma primeira parcela financeira de 100 contos, além de blocos e cimento, mas que os materiais disponibilizados não são suficientes para concluir a obra.

Com o falecimento do filho, que a ajudava financeiramente, disse que não tem condições de continuar a obra, e que, actualmente, sobrevive de pequenos trabalhos.

Carlos Borges relatou que a cobertura da sua residência foi retirada em Fevereiro, na sequência da promessa de reabilitação da casa.

Passados cerca de quatro meses, avançou, os trabalhos encontram-se parados e os trabalhadores só vão à residência para recolher os materiais deixados ali.

“Tiraram as telhas para colocarem betão, fizeram os pilares, mas não colocaram as vigas. Foram embora e não deram mais nenhuma satisfação”, declarou.

O morador acrescentou que materiais como areia e cascalho permanecem no local sem utilização, enquanto a sua família, composta por cinco pessoas, foi obrigada a mudar-se para uma habitação provisória sem condições adequadas, logo em frente à obra.

Confrontada com as preocupações dos moradores, a Direcção-geral da Habitação, responsável pelo Programa de Regeneração do Habitat Praia (PRH) esclareceu que as intervenções integram um projecto financiado pelo Banco Mundial.

A mesma fonte indicou que de um total de 24 casas, várias obras já foram concluídas e os que faltam encontram-se ainda dentro do período previsto de seis meses.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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