quinta-feira, 15 outubro 2026

Irão desafia capacidade dos EUA de continuar a impor os seus interesses

 "Os Estados Unidos já não estão em posição de ditar a sua política a nações independentes", afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, citado pela televisão estatal.

O porta-voz acrescentou que os Estados Unidos devem renunciar ao que descreveu como "exigências ilegais e irracionais", de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

O Irão tem bloqueado o estreito de Ormuz desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, desencadeada por ataques conjuntos contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.

O bloqueio fragilizou os mercados mundiais de energia e colocou a passagem estratégica do golfo Pérsico no centro das negociações para pôr fim à guerra, que já terá causado mais de seis mil mortos na região.

Um cessar-fogo está em vigor há três semanas, mas falharam até ao momento as tentativas de relançar as conversações iniciadas no Paquistão sobre uma interrupção duradoura das hostilidades e a reabertura do estreito de Ormuz.

A porta-voz da Casa Branca (presidência norte-americana), Karoline Leavitt, confirmou na segunda-feira que uma nova proposta iraniana estava "em curso de análise", após informações de que Teerão tinha feito uma nova oferta para reabrir o estreito.

O porta-voz do Ministério da Defesa iraniano disse também que o Irão estava "preparado para partilhar" capacidades de defesa militar "com países independentes, particularmente os Estados-membros da Organização de Cooperação de Xangai" (SCO, na sigla em inglês).

"Estamos prontos para partilhar com os outros membros da organização a nossa experiência na derrota dos norte-americanos", afirmou Reza Talaei-Nik.

As declarações do porta-voz foram divulgadas pouco antes de uma reunião dos ministros da Defesa da SCO no Quirguistão.

Além destes dois países, a SCO reúne a China, a Rússia, a Índia, o Paquistão, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão.

A organização, fundada em 2011 em Xangai como uma aliança política, económica e militar da Eurásia, pretende ser um contrapeso à hegemonia dos Estados Unidos.

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
11 dias atrás

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