quinta-feira, 15 outubro 2026

Preço do novo equipamento da selecção de Cabo Verde divide opiniões entre adeptos

Entre as opiniões recolhidas pela Inforpress, há quem reconheça o esforço necessário para adquirir o equipamento, fixado em 95 dólares, cerca de nove mil escudos, mas ainda assim demonstra vontade de apoiar a selecção.

João Moreira afirmou que, apesar de não ter acompanhado de perto o processo, existe uma predisposição para fazer um esforço financeiro.

“Com a nossa boa vontade, fazemos questão de fazer um esforço para o adquirir e quem tiver possibilidade pode comprar o equipamento e, dessa forma, ajudar a nossa selecção”, frisou João Moreira.

Destacou ainda o espírito solidário dos cabo-verdianos, sugerindo o apoio de familiares emigrados para garantir que, no dia da estreia no Mundial, todos possam vestir as cores nacionais.

Por outro lado, surgem preocupações relacionadas com a acessibilidade.

Ana Paula considerou que “o preço está um pouco elevado, tendo em conta o salário mínimo dos cabo-verdianos”, defendendo que nem todos terão como adquirir o equipamento.

Na sua perspectiva, um valor mais acessível, “à volta dos três mil escudos”, poderia ajudar muito.

Também Andrea Barros sublinhou as dificuldades económicas, referindo que “há muitas pessoas com baixos rendimentos” e que, com um salário mínimo de 17 mil escudos, a compra do equipamento compromete despesas essenciais.

Ainda assim, admite que, sendo um produto original e de qualidade, poderá haver quem faça esse esforço.

Para a entrevistada, um preço de até cinco mil escudos seria mais ajustado à realidade nacional.

A questão da falsificação surge, igualmente, no debate, sobretudo após o alerta da federação para a necessidade de maior fiscalização.

Andrea Barros considerou que os preços elevados incentivam a procura por alternativas mais baratas.

“Com estes preços, é por isso que muitos preferem comprar equipamentos falsificados. O importante é estarem vestidos com as cores da Selecção Nacional nesse dia”.

Já Ricardo Andrade reconhece que o valor é elevado, mas enquadra-o no mercado internacional.

Ricardo disse que os preços normais para qualquer equipa rondam, mais ou menos, estes valores.

No entanto, mostra reservas quanto ao reforço da fiscalização, considerando que pode criar um precedente problemático.

“Existem comerciantes que comercializam camisolas falsificadas de todas as equipas do mundo há vários anos”, disse, defendendo que a regra devia ser para todos, não deixar entrar qualquer equipamento falso em Cabo Verde.

Por fim, Vlademir Ramalho reforça o impacto directo no quotidiano dos trabalhadores.

“Recebo um salário mínimo, quando é que vou conseguir comprar esse equipamento", questionou.

Perante essa realidade, admite que muitos vão recorrer às opções mais económicas, mesmo reconhecendo que isso pode prejudicar a própria selecção.

Cabo Verde estreia no mundial em Atlanta, frente a Espanha, no dia 15 de Junho, no dia 21 de Junho enfrenta o Uruguai em Miami.

Depois, os Tubarões Azuis, nome por que é conhecida a selecção cabo-verdiana de futebol, viajam até ao Texas, onde defrontam a Arábia Saudita, em Houston.

O Mundial´2026 decorre de 11 de Junho a 19 de Julho nos Estados Unidos da América, México e Canadá.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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