sexta-feira, 16 outubro 2026

KJF: Senegalês Ismael Lô realça papel dos artistas na promoção da paz mundial

Em declarações à imprensa, o músico disse que, num contexto internacional com fortes conflitos, a arte sendo ela representada por artistas plásticos, cineastas, escritores, dançarinos “todos têm a sua própria maneira de se expressar”, e todos querem a paz.

“Eu tenho essa música, eu falo, eu oro pela paz na África, mas esta paz precisa se estender por todo o mundo”, defendeu, sublinhando que tem desempenhando o papel plenamente como artistas.

Segundo o artista, mais do que um papel, trata-se de um dever natural, algo verdadeiramente humano, realçando, na sequência, que os mais fortes sempre dominam os mais fracos.

Quanto à juventude, Ismael Lô incentiva-os a acreditarem no seu potencial e no futuro do continente, e, o mais importante, lutem por uma África unida e próspera, uma África forte.

O cantor manifestou igualmente o seu apreço por Cabo Verde, país onde disse sentir-se em casa “como se estivesse em Dakar”, elogiando, na mesma linha, a organização, a limpeza da cidade da Praia e a hospitalidade dos cabo-verdianos.

Também a artista, embaixadora da cultura da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Fattú Djakité voltou aos palcos do certame em grande, com o seu próprio espectáculo, depois de já ter actuado como backing vocal em edições anteriores.

A cantora enfatizou a forte ligação criada com o público durante a sua actuação, asseverando que toda a preparação do espectáculo contou com muito carinho.

“Quando vi as pessoas a vibrarem e a cantarem comigo, minha família, meus amigos, é algo sem explicação”, caracterizou.

Reconhecida pela sua presença intensa e autêntica, Fattú Djakité apresentou temas como “Madalena” e “Badja Tina”, conhecidos pelo público, este último com um significado especial por ter sido produzido em casa.

Com uma carreira marcada por uma forte ligação à identidade africana e à transformação social, a artista reafirmou, mais uma vez, em palco, uma linguagem artística que cruza a memória, resistência e afirmação cultural.

Já para o grupo Broonklyn Funk Essentials, tanto o espectáculo como a recepção do público foi “fantástica”.

Questionado se já conheciam ou ouviram falar do festival, responderam que sim, é um festival popular com 15 anos, assegurando que foi uma honra fazer parte desta família.

O encerramento contou com a actuação do marroquino Saad Tiouly.

A 15.ª edição do festival arrancou na quinta-feira, 09, com o projecto “Entre Ilhas”, liderado pelo músico cabo-verdiano Adé Costa, residente nas Canárias, que reúne artistas de diferentes ilhas da Macaronésia.

A edição deste ano está orçada em 23 mil contos e homenageou Zeca di Nha Reinalda pelos 50 anos de carreira.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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