domingo, 18 outubro 2026

Mais de 70 países condenam ataques contra capacetes azuis e população civil no Líbano

Embaixadores de uma dezena de países expressaram “profunda preocupação com a escalada da tensão no Líbano desde 2 de março de 2026 e o impacto na segurança das forças de paz“, na sequência da morte de três capacetes azuis indonésios e depois de militares de França, Gana, Nepal e Polónia terem ficado feridos.

As missões diplomáticas sublinharam que “as forças de paz nunca devem ser alvo de ataques” e alertaram que estes factos “podem constituir um crime de guerra”, ao mesmo tempo que fizeram um “apelo à ONU para que continue a investigar todos os ataques”.

Estas delegações também deram ênfase à “situação humanitária no Líbano, especialmente devido ao elevado número de vítimas civis, à destruição generalizada de infraestruturas e à deslocação em massa de mais de um milhão de pessoas”.

Num comunicado paralelo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia afirmou que a medida responde a uma iniciativa de Jacarta na sequência da morte de três capacetes azuis deste país asiático, num momento em que a nação, com a maior população muçulmana do mundo, procura reforçar o papel na política externa e aumentar o envolvimento naquela região em guerra.

O chefe da missão indonésia junto das Nações Unidas, Umar Hadi, afirmou que a segurança da UNIFIL “é inegociável” e instou a ONU a utilizar “todos os instrumentos disponíveis” para reforçar a proteção” perante uma situação cada vez mais perigosa”, de acordo com um comunicado emitido a partir de Jacarta.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que o Governo israelita iniciará negociações diretas com o Líbano para desarmar o Hezbollah e estabelecer “relações pacíficas”, num dia em que o Irão reiterou a exigência de que cessem os bombardeamentos antes de dialogar com os EUA no Paquistão no fim de semana.

Simultaneamente, Islamabad instou Israel a cessar imediatamente a agressão militar contra o Líbano, reiterando que o cessar-fogo também inclui este país e alertou que os bombardeamentos massivos violam o direito internacional, após o assassínio de mais de 300 pessoas no Líbano desde o início da trégua.

A Semana com Inforpress/Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
14 dias atrás

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