sexta-feira, 16 outubro 2026

Ministro diz que 2,4 milhões de dólares da OMS vão acelerar reformas no sistema de saúde

O governante fez estas afirmações durante a cerimónia de assinatura do Plano de Trabalho 2026-2027 entre Cabo Verde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo realçado que esta parceria constitui um instrumento decisivo para acelerar a transformação do sistema nacional de saúde.

Jorge Figueiredo considerou que este montante deverá ser orientado para as prioridades definidas pelo país, numa altura em que o sector da saúde enfrenta novos desafios ligados às doenças não transmissíveis, saúde mental, envelhecimento da população e impacto das alterações climáticas.

“Queremos que este plano nos ajude a avançar com mais solidez na reforma do sistema, que reforce as capacidades nacionais e contribua para um sistema mais moderno, mais preventivo, mais resiliente e mais próximo das pessoas”, declarou o ministro.

Segundo o governante, o plano surge num momento em que Cabo Verde está a implementar a Carta Sanitária e a Política Nacional de Saúde 2025-2035, documentos que, lembrou, exigem melhor organização dos serviços, mais equidade entre ilhas, digitalização e valorização dos recursos humanos.

“A parceria entre Cabo Verde e a OMS é uma parceria de excelência. É uma parceria que tem sabido acompanhar o país nas diferentes etapas do seu percurso”, afirmou, sustentando que a cooperação internacional só faz sentido quando fortalece a capacidade do país e não cria dependências.

Jorge Figueiredo alertou ainda para os desafios ligados ao aumento das doenças não transmissíveis, à pressão sobre os hospitais, ao envelhecimento da população, à saúde mental, ao financiamento e aos efeitos das alterações climáticas.

“O nosso sistema precisa de mais organização territorial dos serviços, mais equidade entre ilhas, mais qualidade, mais segurança clínica e maior capacidade de resposta às novas exigências”, afirmou.

Por isso, defendeu que o novo plano deve servir como instrumento para “transformar intenções em acção, estratégia em implementação e compromisso em resultado”.

Por seu lado, a representante da OMS em Cabo Verde Ann Lindstrand sublinhou que o novo plano consolida investimentos na cobertura universal de saúde, cuidados primários, qualidade dos serviços, digitalização, regulação de medicamentos e reforço da força de trabalho.

“São conquistas que reflectem visão estratégica de longo prazo, investimento contínuo e dedicação dos profissionais de saúde em todas as ilhas”, afirmou, referindo-se aos progressos já alcançados por Cabo Verde, entre os quais a certificação do país livre de malária, a eliminação do sarampo e da rubéola e o primeiro transplante renal.

A representante da OMS reconheceu, contudo, que ainda existe um défice de financiamento e indicou que a organização está a mobilizar novos parceiros internacionais.

“Estamos em fase bem avançada de mobilização de recursos com parceiros adicionais, como Marrocos e China, com o objectivo de conseguir o montante necessário”, adiantou.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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