sexta-feira, 16 outubro 2026

ACD/Cenorf: Presidente destituído denuncia paralisação na produção de próteses e quebra nas receitas

Segundo informações remetidas à Inforpress pelo antigo presidente da direcção da ACD, Bernardino Gonçalves, que contesta a destituição da sua direcção nas instâncias judiciais, regista-se uma quebra superior a 80 por cento (%) nas receitas e interrupção da produção de próteses desde Agosto de 2025.

De acordo com os dados partilhados, a situação ocorreu na sequência da destituição do então presidente da direcção da ACD, Bernardino Gonçalves, anunciada em Julho de 2025 por alegada “má gestão, após denúncias de irregularidades” nos diversos órgãos de comunicação social no início do mesmo ano.

“As informações indicam que, no primeiro semestre de 2025, o Cenorf terá gerado receitas superiores a dois milhões de escudos, enquanto no segundo semestre, já após o afastamento do presidente, a facturação terá caído para cerca de 300 mil escudos, representando uma redução superior a 80%”, lê-se na carta.

Segundo a mesma nota, desde Agosto de 2025 não terá sido produzida qualquer prótese no Cenorf, situação que, alegadamente, tem provocado uma longa lista de espera de pacientes que dependem destes equipamentos para a reabilitação física, alguns dos quais já terão efectuado o pagamento integral antecipado.

A mesma fonte refere ainda que a Assembleia Geral Extraordinária que decidiu a destituição da direcção está a ser contestada judicialmente, por alegados vícios processuais, estando o processo sob apreciação do tribunal competente.

Apesar de a matéria se encontrar em análise judicial, terão sido efectuadas alterações nos registos do Registo Nacional de Identificação (RNI), situação que, segundo Bernardino Gonçalves, poderá criar um cenário de instabilidade jurídica.

A nota acrescenta ainda que se encontra em curso uma auditoria da Inspecção-Geral das Finanças (IGF) às contas da associação, processo que, alegadamente, tem registado atrasos devido à falta de entrega atempada de documentação solicitada pela equipa inspectiva.

Ainda, segundo as informações remetidas, passados cerca de nove meses desde que a nova direcção assumiu funções e com acesso às contas bancárias e documentação administrativa da instituição, não terá sido apresentada qualquer acção judicial para responsabilização civil ou criminal relativamente às alegações de “má gestão” anteriormente divulgadas.

A Inforpress está a envidar esforços no sentido de auscultar a nova presidente do Cenorf, Joana Almada, para eventual reacção, sobre estas denuncias, já que até esta não foi possível.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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