quarta-feira, 14 outubro 2026

Brava: Especialista defende avaliação neuropsicológica obrigatória no segundo ano de escolaridade

Gabriel Fortes fez estas declarações à Inforpress, à margem de uma conversa aberta realizada na tarde de ontem na Escola Secundária Eugénio Tavares, sob o tema “Neurodivergência e o papel do professor”, iniciativa que reuniu docentes e técnicos da educação.

Segundo o especialista, por exemplo a dislexia é uma condição que se manifesta através de dificuldades na leitura e a escrita, e que, em muitos casos, explicou, a criança consegue progredir nos primeiros anos de escolaridade com algumas adaptações feitas em sala de aula, chegando por vezes até ao quarto ou quinto ano.

No entanto, alertou que, quando o problema não é identificado precocemente, acaba por gerar “muitos anos de trabalho infrutífero e elevado nível de stress” para a criança.

“Se identificarmos essas dificuldades logo no segundo ano, evitaremos situações em que o aluno chega ao quinto ano sem saber ler, o que obriga, em termos pedagógicos, a um regresso quase total aos conteúdos do segundo ano”, sublinhou.

Para o neuropsicólogo, uma avaliação adequada num momento em que a alfabetização já deveria estar consolidada permitiria descartar ou confirmar precocemente essas condições, contribuindo para um acompanhamento mais eficaz e inclusivo dos alunos no sistema educativo.

“O professor é a figura central neste processo, sobretudo num cenário em que o ensino é obrigatório. Uma das grandes necessidades é capacitar os docentes, dar-lhes ferramentas para lidar melhor com esses alunos dentro da sala de aula”, concluiu.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
8 dias atrás

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joão do rosário
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