quarta-feira, 14 outubro 2026

Ajoc denuncia pressões e represálias contra jornalistas em 2025 e reafirma defesa da liberdade de imprensa

Numa mensagem dirigida aos profissionais da comunicação social, por ocasião do encerramento de mais um ano e da abertura de novo ano, a AJOC considerou que 2025 ficou marcada por “desafios profundos ao exercício livre do jornalismo”, incluindo “intimidações, represálias e pressões” sobre vários jornalistas.

Apesar do contexto adverso, reconheceu que o ano evidenciou “a coragem, o rigor e o elevado sentido de missão” da classe jornalística em Cabo Verde.

A associação manifestou “preocupação e tristeza” perante decisões administrativas recentemente tornadas públicas no seio da comunicação social pública, que resultaram na aplicação de sanções disciplinares a responsáveis editoriais. 

Conforme explicou, estas decisões decorreram de deliberações regulatórias que confirmaram interferências ilegítimas nos conteúdos editoriais, configurando “actos de represália e um grave ataque” à liberdade de imprensa e à independência editorial.

“Reafirmamos que não estamos perante meros conflitos de gestão, mas sim diante de ingerências políticas e administrativas inaceitáveis, que ferem a lei”, pontuou no comunicado, além de afrontar, continuou, a Constituição da República e colocar em causa valores fundamentais da democracia.

O sindicato reforçou que continua a exigir a intervenção das entidades competentes e “expressa total solidariedade”  aos profissionais alvo de pressões, perseguições ou tentativas de silenciamento.

No mesmo contexto, repudiou de forma veemente declarações públicas que sugerem ou legitimam o recurso à violência como forma de condicionar o exercício do jornalismo, classificando-as como graves, irresponsáveis e incompatíveis com os princípios democráticos e com o Estado de Direito.

A associação considerou que não há espaço para a normalização da violência, sobretudo quando deriva de representantes eleitos, defendendo que as instituições democráticas, em particular os órgãos de soberania, devem demarcar-se claramente deste tipo de discurso e reafirmar o respeito pela imprensa cabo-verdiana.

A Ajoc recordou que os jornalistas e demais profissionais da comunicação social em Cabo Verde exercem a sua missão com “profissionalismo e responsabilidade”, acrescentando que nenhuma intimidação, verbal ou física, impedirá o cumprimento do dever constitucional de informar, questionar e fiscalizar os poderes instituídos.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
8 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
11 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport