sexta-feira, 16 outubro 2026

PAICV fala em um dos momentos mais críticos da história recente da Brava

O alerta foi lançado pelo presidente da Comissão Política Regional (CPR) do PAICV na Brava, Carlinhos Martins, em conferência de imprensa sobre a situação actual que o município tem vivido, com prateleiras vazias e fortes constrangimentos para a população e os comerciantes, sobretudo em plena época festiva.

Segundo o político, o sistema de transporte marítimo actual não está a corresponder às necessidades da ilha.

“Estamos perante um momento crítico e péssimo. A população da Brava está a conviver com uma situação de verdadeira contravolta, sem acesso a produtos essenciais, algo que nunca tinha acontecido na história da ilha”, afirmou.

O dirigente recordou que, há cerca de um mês, o PAICV já havia denunciado que o simples aumento do número de viagens para a Brava não resolveria o problema da escassez de bens essenciais, considerando que a solução passa por uma intervenção directa do Estado no sector do transporte marítimo.

Neste sentido, o partido defende que o transporte marítimo deve ser assumido pelo Estado, com a criação de um parque público de transportes que garanta a colocação de um navio permanente no porto da Furna.

“Exigimos o regresso do navio Kriola a operar a partir da ilha, bem como a definição de um número fixo de espaços mensais para carga e passageiros, de forma a assegurar o abastecimento regular da população”, disse.

Martins apontou a CV Interilhas como responsável directa pela situação actual, acusando a empresa de falta de sensibilidade para com a realidade da ilha.

“Comerciantes e população têm denunciado a inexistência de espaços suficientes para o transporte de mercadorias destinadas à Brava, o que tem provocado atrasos, custos adicionais e escassez de produtos”, ressaltou.

“O transporte de passageiros e de carga não pode continuar à mercê de privados. Enquanto assim for, vamos continuar a assistir ao caos, pois às vezes falta o transporte de passageiros, outras vezes falta espaço para cargas, incluindo bens de primeira necessidade”, sublinhou.

O presidente da CPR sublinhou que, mesmo nos piores períodos do passado, quando a ilha chegou a ficar mais de dois meses sem ligação marítima regular, nunca se registou falta de alimentos ou de água.

Para o partido, a situação actual representa uma clara degradação do sistema de transporte marítimo, considerada a pior de sempre.

No caso da ilha da Brava, o partido denunciou que a população e os comerciantes estão a ser obrigados a pagar preços extra para o transporte das suas mercadorias, classificando essa prática como “desonesta e desumana”.

“O Governo não pode continuar calado e indiferente a esta situação, que resulta da exploração dos comerciantes para aumentar os lucros da CV Interilhas”, afirmou, defendendo que a Brava deve ter lugares cativos para passageiros e carga, de modo a garantir o abastecimento e a mobilidade da sua população.

Por fim, alertou que, se nada for feito com urgência, a situação poderá agravar-se ainda mais nos próximos tempos.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
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