sexta-feira, 16 outubro 2026

Ministra da Justiça pede “envolvimento maior” de instituições no combate a crimes financeiros

“O relatório que nós tivemos acesso das avaliações anteriores diz-nos que houve pouco envolvimento de algumas instituições”, afirmou a governante, explicando que é por isso que estão a promover o II Workshop Nacional de Avaliação de Riscos (ANR), para que todos possam entender o que é que está em causa.

Joana Rosa fez estas considerações no acto de abertura do referido workshop, que vai decorrer durante cinco dias na capital do país. 

Em declaração à imprensa, Joana Rosa afirmou que a formação visa identificar os riscos nacionais em matéria financeira e também em matéria cibernética, pelo que todas as instituições vão ser avaliadas. 

As instituições, acrescentou a ministra, devem adoptar medidas de políticas para combater os crimes financeiros. 

“Os crimes financeiros têm reflexo negativo na questão que tem a ver com a própria transparência, a democracia e o Estado de Direito”, pontuou Joana Rosa, para quem estas situações podem “minar as instituições”. 

Na sua perspectiva, há uma preocupação mundial no sentido de os Estados trabalharem conjuntamente medidas de políticas convergentes, alinhadas com as boas práticas internacionais para o combate a esse tipo de criminalidade.

“Cada instituição tem que se virar para dentro e depois exteriorizar-se via questionário, mostrar o que faz, como é que faz e identificar os desafios e os constrangimentos”, indicou Joana Rosa, para quem a transparência relaciona-se diretamente com o próprio desenvolvimento do país.

Para a governante, todos os financiamentos internacionais concedidos ao país se devem à credibilidade do arquipélago.

Daí, considerou, em Cabo Verde deve haver “instituições cada vez mais fortes” no combate aos crimes financeiros, à lavagem de capitais, à corrupção e aos crimes cibernéticos.

Esta acção de formação é patrocinada pelo Grupo Intergovernamental de Acção contra o Branqueamento de Capitais na África Ocidental (GIABA, na sigla inglesa).

Trata-se de uma instituição especializada da CEDEAO responsável pelo reforço da capacidade dos Estados membros para a prevenção e o controlo do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo na região.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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