quarta-feira, 14 outubro 2026

Central Fotovoltaico do Palmarejo vai ser modernizada

Trata-se do primeiro projecto financiado pelo Fundo Climático e Ambiental enquadrado neste acordo, que visa modernizar a Central Fotovoltaica do Palmarejo e aumentar a capacidade de 4,4 MWp para 10 MWp com a substituição dos painéis por modelos mais eficientes.

Na sua intervenção após a assinatura do contrato, o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, salientou que este projecto faz parte do plano do sector energético do país na sua ambição de transição energética.

“O nosso objectivo é claro e assumido com determinação, que é ultrapassar 50 por cento (%) de energias provenientes de fontes renováveis até 2030 e ultrapassar 30% em 2026”, explicou.

Orçado em cerca de 750 mil contos, este investimento, conforme o ministro, é um bom exemplo deste compromisso, pelo que agradeceu a cooperação portuguesa por esta parceria “sólida e inovadora”.

Segundo o governante, este projecto terá impacto concreto para a população cabo-verdiana, sublinhando de entre os benefícios, a segurança energética, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis importados, a sustentabilidade ambiental e benefícios económicos.

“Em Cabo Verde, é evidente que a energia solar é hoje mais barata, e esta redução de custos na produção afecta seguramente a estabilidade tarifária, aliviando os custos de energia para as famílias e para as empresas”, disse, acrescentando que o impacto deste projecto também ganha dimensão ainda mais significativa analisando o contexto do sistema energético em Santiago.

Realçou que, com a modernização da Central do Palmarejo, a construção do parque solar da Ribeira Grande de Santiago e a expansão do parque eólico, a ilha de Santiago triplicará a capacidade renovável para 42 MW, ultrapassando pela primeira vez o pico de consumo de cerca de 40 MW.

Por seu lado, o encarregado de negócios da embaixada de Portugal em Cabo Verde, Nuno Félix, ressaltou que a cooperação entre Portugal e Cabo Verde evoluiu de apoio técnico e financeiro para uma nova fase de conversão da dívida em investimento climático.

“Quando avançamos para projectos desta natureza, dizemos que a cooperação, que o desenvolvimento não se materializa apenas em iniciativas como tivemos em São Vicente no final de Agosto com a presença de um navio português, mas também em participarmos lado a lado numa visão de longo prazo de desenvolvimento sustentável, amiga do ambiente”, afirmou.

Sublinhou ainda que o projecto assinado reforça a produção de energia limpa na ilha de Santiago, alinhando-se com as prioridades de desenvolvimento sustentável de ambos os países.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
6 dias atrás

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jcf
8 dias atrás

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joão do rosário
10 dias atrás

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