sexta-feira, 16 outubro 2026

Madagáscar: Governo caiu após a morte de 22 pessoas

 

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os direitos humanos, pelo menos «22 pessoas morreram e centenas ficaram feridas pelas forças de segurança», isto durante os protestos e igualmente durante as violências e as pilhagens perpetradas por indivíduos sem ligações com as manifestações.

 Conforme a fonte deste jornal, o Presidente malgaxe, Andry Rajoelina, num discurso televisivo de 17 minutos, começou por enviar uma mensagem de condolências às famílias das vítimas.«Sinto-me solidário com aqueles que perderam familiares e desejo uma rápida recuperação aos feridos. Também me solidarizo com aqueles que foram roubados e perderam os seus bens».

 Em seguida, o Presidente dirigiu-se aos manifestantes:«Ouvi as vossas vozes, os vossos pedidos. E peço desculpa se membros do Governo não fizeram o trabalho que o povo esperava. […] De acordo com o artigo 54° da Constituição, decidi colocar um ponto final às funções do Primeiro-Ministro e do seu Governo. Vamos constituir um Governo que trabalhará para o povo. Por conseguinte, para aqueles que desejam servir o país longe da corrupção, que desejam o bem do povo, que possuam as competências necessárias para liderar determinados departamentos ministeriais, convido-os a candidatarem-se».
 Durante a alocução, o Chefe de Estado prometeu que as empresas vítimas de vandalismo seriam apoiadas com «empréstimos com taxa zero e com subvenções do Estado».

Segundo descreve a RFI, nas redes sociais, os manifestantes admitiram que estão «decepcionados» porque o «Presidente não pediu desculpas e não se responsabilizou pelas violências cometidas pelas forças de segurança».

Um novo apelo foi emitido pelos manifestantes para prosseguirem com os protestos, enquanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros desmentiu o balanço da ONU de 22 mortos, mas também não avançou com números.

Recorde-se que na segunda-feira, milhares de jovens malgaxes protestaram pelo terceiro dia consecutivo contra os cortes de água e de electricidade, bem como para o respeito das liberdades fundamentais, lembra a fonte deste jornal.

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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